20/10/2010

ATACAMA - 2009




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DIÁRIO DE BORDO

EXPEDIÇÃO LICANCABUR – Brasil, Argentina, Chile e Bolívia
De 04/10/2009 a 23/10/2009

Participantes:

Toyota Hilux – João, Marcia, Gaspar e ZeRoberto
Troller – Possato e Terezinha
Tracker – Prego e Sandra

A expedição começou a ser discutida um ano antes, assim que concluímos a Expedição Jalapão.
Muita conversa, pesquisa, dicas, orientações e conselhos de amigos e anônimos.

Com dctos, equipos e apetrechos prontos partimos da Rod. Castelo Branco as 8:00 da matina. Rodamos 1069 Km em 11 horas bem tranqüilas e as 21:00hs nos hospedamos em Foz do Iguaçu.

1069 KM – 11 horas – R$ 100,50 pedág – R$ 120,00 hotel – R$ 61,00 ref – R$ 167,00 comb

De Foz partimos para Resistência – AR, aduana tranqüila, pedágios baratos, só em Posadas que um guarda rodoviário nos parou e só fomos liberados depois do café (quebra mato e engates proibidos). Muito estranho entrar na argentina e logo de cara ver um monte de carros antigos/velhos (mau estado) rodando pela cidade. A alimentação também é estranha, pouca comida e pouca opção, a nossa é muito mais farta e saborosa.

638 KM – 11 horas – PA$ 8,00 pedag. – PA$ 207,00 hotel – PA$ 55,00 ref – PA$ 206,50 comb

De Resistência seguimos para Salta, ai o bicho pega, passar pelo Chaco é muito chato, são 800 km de retão, algumas plantações (poucas), criação de gado confinado, cabras e carneiros. Vilarejos pobres, vários fornos para fazer carvão, mas em nenhum momento encontramos pedintes pela estrada. Chegamos à noitinha em Salta.

805 km – 12 horas – PA$ 6,40 pedág. PA$ 200,00 hotel – PA$ 30,00 ref – PAS 341,00 comb

De Salta seguimos até Susquez, passando por Purmamarca, a vegetação vai escasseando, rios largos, porém secos, suas águas vem do degelo dos Andes, estradas sinuosas, “cierros multicolores”. Paramos várias vezes para fazer fotos, o anoitecer nos Andes é maravilhoso, chegamos a 3.600mt de altitude. Não encontramos vagas em Susquez, todas as pousadas ocupadas, muitos trabalhadores na região. Decidimos acampar, mas o frentista do posto de combustível nos ofereceu um quartinho 3x3, disse que era mais seguro, à noite a temperatura fica negativa, aceitamos na hora.

326 km – 7 horas – PA$ 5,00 pedag. - PA$ 0,00 hotel - PA$ 30,00 ref - PA$ 128,00 comb.

De Susquez seguimos para S.P. Atacama (SPA), ás 11 horas passamos pela aduana AR e entramos em solo chileno, muito tranqüilo. Chegamos a 4825 mt de altitude, uma pequena dorzinha de cabeça nos encomodava. Começaram a aparecer lhamas e guanacos, parecemos crianças fazendo fotos. Avistamos ao longe salares e lagunas. Vencemos os Andes e as 13:30hs chegamos em SPA na aduana chilena (2.400 mts altitude). Nossa primeira meta alcançada no quinto dia de viagem. A cidade é grande é bem espalhada, só o centrinho é que é mantido rústico, ruas de terra, casas de adobe, muros altos formando um labirinto estreito. Clima muito seco, desde Purmamarca que nossos narizes começaram a secar, garganta arder, lábios rachar e foi só piorando rsrs, protetores e hidratantes a todo momento. Nos hospedamos, almoçamos, visitamos a Vila, e preparamos o dia seguinte. Peso chileno tem muitos zeros kkkk.

277 km – 5 horas – PC$ 34.000,00 qto duplo p.dia – PC$ 11.165,00 ref – PA$ 145,00 comb.



Nosso primeiro passeio foi o Salar do Atacama, Pq Nac. los Flamencos (2.500,00 p.p), Laguna de Chaxa, cheiro de enxofre, aves lindas e atendimento/instalações excelentes. Seguimos para as Lagunas Altiplanicas Miscanty e Miñiques (2.000,00 p.p). O caminho até chegar nelas já é maravilhoso, montanhas, pedras, areias e lhamas. Subimos uma montanha e do outro lado está as irmãs maravilhosas, azuis com vulcão ao fundo em tom pastel, parece uma gravura. Fotos, fotos e mais fotos. Fizemos um lanche no meio “do nada” e voltamos pra vila.

274 km – 9 horas – PC$ 15.000,00 comb – PC$ 4.500,00 taxas – PC$ 2.120,00 lanche

Visitar os geigeres, levantamos as 4 da madruga, chegamos as 6 ao El Tatio( 3.500,00 p.p), no caminho os vidros do carro congelaram mesmo com o ar quente ligado, as 6 horas faziam -8º, os dedos doem, a roupa fica dura, mas o visual é fantástico. Fissuras no chão deixam escapar água borbulhando e fumaça branca, neste período entre 6 e 7 da manhã é que está em maior atividade. Um rio subterrâneo gelado entra em contato com rochas quentes formando este maravilhoso espetáculo. Preparamos um café quente pra nos aquecer e matar a fome kkk, brincamos muito em meio à fumaça e seguimos para as Termas de Puritama.

As Termas de Puritama (10.000,00 p.p) está em um canyon, as águas quentes (30º) do Rio Puritama vai correndo formando poços onde foram construídos diques para banho, o local é adm por um hotel que disponibiliza a visitação a todo publico (pagante é claro). As águas tem cheiro forte de enxofre, dizem que faz bem pra saúde. Banho, lanche e voltamos pra vila.

As 17 horas saímos para assistir ao espetáculo “por do sol” no Valle de La Luna.
Todo final de tarde há uma multidão neste local, um circuito com vários locais para visitação e o mirante onde todos sobem por um caminho íngreme e coberto de areia, eu dava um passo pra frente e dois pra traz kkkk, mas cheguei ao topo. Parece a torre de babel, um monte de gente de países diferentes tentando conversar um com outro, foi muito legal que levei minha canga bandeira do Brasil, todos olham e dizem “brasilianos” com um sorriso, até que futebol serve pra alguma coisa NE! Kkkk. Fotos, volta pra vila, jantar e cama.

216 km – 15 horas – PC$ 15.800,00 comb. – PC$ 15.500,00 taxas – PC$ 13.000,00 ref

Saímos cedo rodamos bastante em meio a estradas de sal e seguimos até Peine, na volta tentamos encontrar laguna Cejar por indicação, mas só encontramos um Eco Sport atolado na areia, fizemos o resgate e seguimos até o Vale da Morte. Um vale montanhoso e arenoso no qual aparecem esculturas naturais admiráveis.

252 km – 10 horas – PC$ 13.600,00 comb. – PC$ 12.000,00 ref.

Escalar Licancabur, 02 dias, somente pelo lado boliviano, $ 80.000,00 p.p, desistimos, eu pelo menos não tenho esse pique todo kkk.

Visitamos Aldeia Tulor (2.000,00), um povoado descoberto em 1958 com mais de 2800 anos, revelam indícios dos primeiros habitantes de SPA.

Pukará de Quitor (2.000,00), uma fortaleza atacameña construída em ponto estratégico para se defenderem dos conquistadores espanhóis.

Voltamos para a vila e pagamos $ 5.000,00 numa agência para seguir a excursão até a laguna Cejar que não havíamos encontrado.

Laguna Cejas (2.000,00), há uma concentração muito forte de sal, não te deixas afundar, muito fria e no seu fundo há cristais de sal que te cortam facilmente. Saindo da água tem-se que tomar um banho bem rápido, a pele fica branca de tanto sal.

Seguindo encontramos Ojos Del Salar, são duas lagoas com uns 30 mts de diâmetro cada, águas verdes e doce, uma de cada lado da estrada fazendo parecer dois olhos, conta a lenda que Jack Cousteau já mergulhou neles e não encontrou seu fundo.

E mais a frente uma laguna fantástica, de beleza ímpar, a Laguna Tebinquinche, sua volta e forrada com uma camada de sal que parece neve, ao fundo as montanhas em tom pastel com uma camada baixa de capim seco num dourado que deixa qq um de boca aberta. O vento frio nos força ir embora, o por do sol nos convida a ficar, o pisco sour, um tipo de cachaça de uva nos faz brindar um dia tão fantástico numa terra tão maravilhosa.

Km 221 – 11.30 horas - PC$ 18.000,00 comb – PC$ 6.500,00 ref. PC$ - PC$ 11.000,00 taxas

Hora de ir para o Pacífico, fizemos algumas compras na Vila, fotografamos mais uma vez a Rua Caracoles, abastecemos os veículos e pegamos estrada para Antofagasta. Agora o visual já é nosso companheiro, ao longe avistamos enormes minas de cobre, caminhões e camionetes e o que há nas estradas, trens carregados de lingotes de cobre, várias ruínas e a altitude baixando. Por volta da 13 horas chegamos na cidade banhada pelo oceano pacífico. Depois de dias no paraíso, chegamos à civilização cruel, congestionamento, semáforos, buzinas, prédios e etc. Achei a cidade feia, esperava mais. As águas do pacífico não estavam tão geladas, praia só um cantinho tímido, o porto tranca o mar em toda sua extensão com pedras, mesmo assim o vento batendo em nossos rostos nos dá vida. Segunda meta alcançada!

Km 305 – 5 horas – PC$ 13.000,00 comb. – PC$ 5.600,00 lanche “MC Donald’s

Saimos de Antofagasta rumo ao Uyuni, nossa terceira e ultima meta, ou melhor a ultima é chegar em casa rsrs.
Seguimos pra Calama, almoçamos, abastecemos e de lá fomos pra Ollague. As estradas começam boas, vão ficando meio esburacadas, aparecem costelas, e só vai piorando rsrsrs. Salares, lhamas, lagunas, poeira, areia, costelas e assim vai o tempo todo. Ao longe avistamos um vulcão em atividade, uma fumacinha branca sai em uma de suas fissuras, vamos acompanahndo este visual até perceber que é o Volcon Ollague, justamente pra onde estamos indo rsrsrs.
As 19:40hs chegamos em Ollague na aduana chilena, divisa com Avaroa – BO, nos hospedamos na pousada Lican Huasi, simples mas de atendimento exemplar. Um jantar quentinho e gostoso e cama.

Km 412 – 9 horas – PC$ 44.060,00 comb. – PC$ 10.000,00 casal/hotel – PC$ 4.000,00 ref

Fizemos a aduana tranquilamente, do lado boliviano eles cobram PB$ 15,00 por veiculo, mais PB$ 32,00 por pessoa. Desde Chile que procuramos pesos bolivianos e ninguém tem, aqui é oferecido pela polícia e pelos ambulantes. O visual muda completamente, as pessoas são mais humildes, as construções bem mais precárias, os ônibus de transporte abarrotados de coisas e ferrugem. As estradas continuam com costelas, poeira, pedras e buracos. O visual não tem mais tantas montanhas, é mais planície longa, lhamas continuam pastando em seus campos secos e de pedras, o que será que esse bicho come? Kkk

Chegamos em Uyuni as 13:30hs, a cidade é relativamente grande, o exercito é ostensivo, escultura militares espalhadas em sua rua principal, poeira, vento, cholas, ambulantes, lojas de artesanato, hotéis e muita, mas muita Toyota Land Cruiser pela cidade e arredores.

Fomos dormir no Salar no Hotel de Sal Playa Blanca, USD 20,00 = PB$ 140,00, não tem água quente, não tem energia elétrica, solar ou qq outra, acabou luz do sol acabou tudo rsrsrs, fizemos um maravilhoso macarrão, saboreamos com vinho, apreciamos o céu maravilhoso estrelado e fomos dormir.

KM 269 – 8 horas – taxas PB$ 47,00 – comb PB$ 160,00 + 15.000,00 CH – ref. PB$ 0,00

Acordamos cedo, fizemos nosso café (tivemos orientações pra não comer ou beber neste país, sérios problemas de contaminação, tablóides alertando contra a cólera está afixado em todos os lugares, melhor não arriscar) e partimos para brincar neste mundo de sal que parece de neve, que não se vê o fim, branco até ofuscar a visão, a vontade que se tem é de acelerar até onde agüentar e a reta não acaba.
Fomos até Isla do Pescado, que tem esse nome por que na época em que a água cobre o salar esta ilha lembra a figura de um peixe. Ela não tem nenhuma infra estrutura, seus cactos gigantes são os únicos moradores deste local (encontramos lixo abandonado neste local, vergonhoso que turistas saem de seus países para sujar onde deveria se preservar eternamente). Já a Isla Incanhuasi tem restaurante, banheiros, lojinha.

Fizemos nosso almoço e seguimos para a cidade, nos hospedamos no Samay Wasi e saímos para conhecer o cemitério de trens. Atravessamos campos com muito lixo, porcos, vento, poeira e chegamos ao local, máquinas fantásticas abandonadas no tempo, da pena de ver, tem muita, mas muita mesmo, visual deslumbrante. Voltamos para cidade e não resistimos, fomos comer uma pizza, acho que foi a melhor pizza que já comi na minha vida, estava uma delicia, será que era fome? Rsrs

204 km – 10 horas – comb 0,00 – ref PB$ 23,00

Saímos do Uyuni com meta SPA, logo na primeira hora congelamos a água do limpador de para brisa, esquecemos que estava muito frio e surpresa!!! Espera degelar sozinho, se não...
Rodamos uma hora e encontramos uma lhama atropelada no meio da estrada, paramos todos, pede ajuda e a tira do caminho para evitar maiores problemas. Ao pararmos na Vila próxima para avisar do acontecido o pneu da hilux estoura malha de aço e fazemos a troca do pneu. Seguimos pelas cordilheiras bolivianas, queremos conhecer as lagunas colorada e verde. O caminho é fantástico, nas riachinhos a água fica congelada em sua bordas, o vento frio bate em nossos rostos o tempo todo, as montanhas começam a ter uma vegetação rala, lhamas e guanacos por todos os lados. Começam a aparecer lagunas em todas as depressões de solo, num visual fantástico avistamos a Laguna Hedionda, enorme e completamente lotada de flamingos,. Mais à frente temos a Laguna Honda, tbém de visual deslumbrante, mais um pouco e vem a Laguna Chiak KKota, todas com lindas aves cor de rosa, os flamingos.
Passamos por um longo trecho com rípio, se anda devagar o carro parece que vai desmontar, se corre o carro parece que vai tombar, e muito louco! Kkkkk
Depois de longo trecho tentando domar o volante eis que surge em nossa frente uma linda e longa Laguna Colorada(PB$ 30,00 p.p). Colorada, pois tem finos sedimentos dessa cor e por causa dos pigmentos das algas que alimentam os flamingos tbém deixando-os colorados.
Passamos longo tempo fotografando esta maravilha, tivemos um contratempo com gasolina e diesel em tanque errado e isto nos tomaram tempo além do esperado nos fazendo acelerar para conseguir fazer a aduana boliviana a tempo.
Chegamos em SPA 20:40hs, jantar para brindar tão maravilhosos dia!

458 km – hora 15.00hs - comb. PB$ 100,00 – tx Laguna Colorada PB$ 30,00 p.p


Aqui começa nossa volta, saimos de SPA as 14:00hs, depois de pegar um chá de cadeira na aduana. Na noite anterior fomos orientados a voltar no dia seguinte para fazer os papeis, ao chegarmos no dia seguinte levamos a maior comida, pois não podíamos ter entrado na cidade sem fazer os papeis, ai agüenta, até provar que fomos orientados a fazer isso, foi dose, mas acabou tudo bem e começamos a volta pelos Andes.
Chegamos em Purmamarca 20:30hs, dormimos, saimos cedo e fomos dormir em Corrientes.
De Corrientes chegamos em Puerto Iguazu, no trecho de Misiones fomos parados pela policia rodoviária que encrencou novamente com quebra mato e engate, foi difícil sermos liberados, mas pra variar tudo se resolve.
Em Puerto Iguazu visitamos as Cataratas, fantástico ver o Brasil do lado de lá, passeio maravilhoso, vale a pena visitar (30,00 p.p).
Seguimos para Foz, dormimos, visitamos Paraguai é óbvio rsrs, e ainda fizemos um tour na Usina de Itaipu (R$ 36,00 p.p) também fantástico. Mais uma noite e puxamos pra Sampa.

Em 23/10/09 chegamos em casa, mais uma pra nosso álbum e já estamos preparando a próxima expedition.
Deu vontade? Vem com a gente!

Totais da viagem:
Dias – 20 dias
KM - 8.907
Combustível – R$ 1838,75
Troca de óleo/lav/estac – R$ 259,50
Pedágios R$ 224,55
Cafés guardas – R$ 171,33
Refeições – R$ 1.304,85
Hotéis – R$ 1.847,14
Taxas Passeios – R$ 414,30
Fotos: 1 zilhão rsrs
Satisfação: IMENSURÁVEL

[]s
Márcia Colevati
“A vida é da cor que você a pinta e nós colorimos a nossa”

4 comentários:

  1. Oi, chegamos em Comodoro Rivadavia às 3 da matina mas não tivemos qualquer notícia de vcs...se possível entrem em contato para saírmos juntos daqui, caso contrário estamos indo para Rio Gallego amanhã (digo, hoje-30/12).
    Bjs

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  2. Estamos no residencial comodoro rua espanha n 919 em Comodoro Rivadavia. Entrem em contato urgente, qualquer posto YPF tem Wi Fi. Bjs

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  3. Márcia, talvez não te lembres de mim. Sou amigo do Prego e já participei de alguns eventos do vosso grupo.
    Hoje estou reunindo uma turma para ira ao Atacama, de moto.
    Este depoimento vai ser usado na reunião.
    Parabéns pelos detalhes.
    Origado pela "ajuda".
    Boas trilhas para todos.

    15/04/2012.
    Cancelinha
    AUTO & MOTO dá para conviver EM PAZ

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  4. Olá amigo do Prego, rsrsrs, fico feliz em poder ajudar! se precisar me escreva: marciacolevati@uol.com.br. []s

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