23/08/2014

Expedição Jalatina - Jalapão x Chapada Diamantina - 1o dia - 28/07/2014

Diário de Bordo

Ai que saudade de por a viatura na estrada, ano passado fizemos a viagem para Itália para realizar um sonho, mas não foi nada off road e minha cabeça estava rodando e necessitando de aventura.
Daniela, minha filhota, conseguiu 3 semanas de férias e convidou o amigo Diego para um rolezinho, rsrs.
Com a data muito em cima resolvemos conhecer a Chapada Diamantina-BA. Joãoponeiz, Ligia, Claudio e Vanessa nos deram dicas preciosas e em cima do relatado começamos a programar a viagem.
Convidamos alguns amigos, mas ninguém tinha a data disponível, então resolvemos seguir viagem solo.
Estudando o roteiro, resolvemos que caberia uma passada no Jalapão para rever lugares ímpares e apresentar aos jovens que nos acompanhava.
5.000 km nos aguardava e um check list com alimentação, ferramentas e vestuário foi visto e revisto algumas vezes. A prática em preparar malas ajudou bastante e em poucos dias tudo estava pronto.

Dia 28/07/14 – Sampa – SP x Anápolis - GO

Dia 28 às 7:00 h da matina zarpamos de Sampa. Tita, Marcia Colevati, Daniela e Diego. 
Pegamos a rodovia dos Bandeirantes, depois Anhanguera, depois BR 153 e seguimos para Anápolis-GO.
Estrada tranquila. Passamos pela fábrica da SUZUKI em Itumbiara, pátio lotado de Jimnys, se eu pudesse viajava com meu Gasparzim, mas é tanta tralha que só a Hilux para dar conta rsrs.
Como é bom ver o por do sol na estrada!
Chegamos em Anápolis às 20:00 h, 927 km em 13 horas.

Encontramos um hotel (Central) basiquinho, banho, lanche e vamos dormir que amanhã tem mais km para rodar.



22/08/2014

Expedição Jalatina - Jalapão x chapada diamantina - 2o dia - 29/07/14

Diário de Bordo

29/07/14 – Anápolis-GO x Ponte Alta – TO

Acordamos cedo, ajeitamos a viatura e às 8:20 h zarpamos.
Subindo pela BR 153 o visual já é nosso conhecido, a estrada é de pista simples, mas está em bom estado de conservação. Em alguns trechos com mata, vemos muitos animaizinhos silvestres atropelados no acostamento, uma pena que isso ainda ocorra, alguma medida tem que ser tomada para mudar este cenário.
Clima bastante seco, muitas plantações e a mata bem rala. Em alguns trechos a estrada reta some no horizonte mostrando a grandeza desse Brasilzão.
Ao entardecer, avistamos um casal de araras vermelha voando bem baixinho junto à estrada. 
Cruzamos o Rio Tocantins em Porto Nacional e chegamos à Ponte Alta às 20:30 horas.
A cidade está bem maior que em 2007, mas o estilo sossegado continua o mesmo, passamos pela ponte nova, agora em concreto e bem mais larga que a ponte de madeira que ainda continua servindo a cidade, mas com limitador de altura e largura.

Nos hospedamos na Pousada Coelho, da Dona Neide, bem perto de onde ficamos da outra vez. Saímos para jantar e as opção eram poucas, um lugar até tem lanches bacanas mas são evangélicos e não servem cervejas, FOI DESCARTADO na hora rsrsrs. A segunda opção um restaurante na praça da igreja, mas adivinhem? Festividades na igreja (lembram a festa da cereja Marcelo e Eduardo? Rsrsrs) e o restaurante não estava funcionando. Optamos pelo churrasquim mesmo rsrsrs. Entramos num botequinho que servia refeições, o Tita guloso rsrsrs pediu o prato completo, arroz, feijão tropeiro, salada e espeto (carne,  frango e linguiça), isso quase às 22 horas rsrsrs. Eu, Dani e Diego ficamos com espeto e aipim (mandioca). Não sei se era a fome, mas estava delicioso, com cerveja geladinha ficou melhor ainda. Jantamos e fomos dormir.









21/08/2014

Expedição Jalatina - Jalapão x Chapada diamantina - 3o dia - 30/07/14

Diário de Bordo

30/07/14 – Ponte Alta

No café servido na cozinha da Dona Neide, resolvemos nosso primeiro roteiro. Iríamos visitar o Rio Soninho e a Cachoeira da Fumaça.
O sossego do povo de lá nos contagia e até sairmos da pousada e abastecer já eram 10 horas. O Tita ajeitou o GPS e saímos. Esses GPSs são perdidos rsrsrs até ele se achar já estávamos saindo da cidade, ai mandou voltar e ir por outro caminho, ficamos rodando um tempão até o Tita usar seu senso de orientação rsrsrs e pegamos o caminho certo rsrsrs.
A poeira vermelha começa impregnar tudo na viatura rsrsrs, o sol muito quente, a mata é verde, mas é espinhenta, casebres e chegamos à cachoeira do Rio Soninho, linda imponente com águas fortes, só podemos apreciá-la do alto. Rodamos mais um pouco e chegamos ao Rio Soninho, ai sim, suas águas mansas correm por uma lage de pedra e caem num degrau delicioso. Na outra visita que fizemos havia uma excursão de ônibus com muita gente e nem pudemos aproveitar muito, mas desta vez o rio era só nosso. 
Após um banho demorado e gelaaaaaado rsrsrs resolvemos preparar um almoço ali debaixo das árvores e aproveitar uma bela quarta-feira de sol. Um maravilhoso macarrão na panela de pressão e em 15 minutos estávamos mangiando una bela pasta.
As mutucas estavam esfomeadas e começaram as minhas marcas que me acompanharam a viagem toda.
Levantamos acampamento e seguimos pela estrada. As sempre vivas com seus cachos de flores parecendo bouquet de noiva e capim dourado aqui e acolá. Chegamos à ponte de madeira que liga Ponte Alta a Rio da Conceição. A ponte já esta velha e faltando tábuas, precisando de manutenção, o pé de buriti ainda está lá imponente e seguro no meio das pedras do rio. Na outra viagem descemos margeado o lado direito do rio para avistar a cachoeira, mas desta vez nos indicaram passar a ponte descer o caminho pelo lado esquerdo e assim fizemos. Ficamos um bom tempo no mirante em cima da cachoeira e depois descemos por uma trilha ao lado dos paredões de pedra e entramos por baixo da cortina de água da cachoeira. Divino, um barulho ensurdecedor com uma visão magnífica. Ficamos um tempão admirando tamanha beleza. Voltamos para a viatura e pegamos caminho de volta à Ponte Alta.
Na volta, iríamos passar na Pedra Furada apesar de eu não gostar, mas já estava escurecendo e tivemos que seguir direto para a cidade.
Na estrada encontramos mais araras voando e corujinhas que insistiam ficar na estrada.        
A noite caiu rapidamente, por duas vezes paramos a viatura para apreciar o lindo céu estrelado. 
Chegamos à cidade, jantamos espetinhos novamente e nos recolhemos.

20/08/2014

Expedição Jalatina - Jalapão x Chapada Diamantina - 4o dia - 31/07/14.

Diário de Bordo

31/07/14 – Ponte Alta x Mateiros

Ficamos “lerdano”rsrs na cidade, passamos no correio para sacar dindin e depois pegamos estrada.
Bem pertinho de P.A. tem a Gruta da Sussuapara, um Cânion com +- 25 m com água gotejando das raízes das árvores que ficam penduradas  pelas paredes de pedras, o riozinho correndo com uma pequena cachoeira ao fundo recebe pouca luz e as pedrinhas brancas encontradas no rio são depositadas nas paredes do cânion com pedidos  para os seres da mata realizarem nossos desejos. Ao saírmos encontramos 03 rapazes de MG que também estavam passeando pela região e nos pediram dicas ao que o Tita deu uma “aula” de Jalapão rsrs.
Seguimos pela estrada até a cachoeira do Lageado, que lugar DUKA!  A água vem correndo e caindo em pequenos degraus que vão aumentando até cair num poço bem fundo. Por estarmos em época da seca, conseguimos descer os degraus e ir nadar no poço com suas águas límpida, cheia de peixinhos e geladíssima. Eu fiquei a postos para fazer fotos, não quis me aventurar rsrsrs, mas Dani, Diego e Tita brincaram muito antes de escalarmos os degraus da volta e seguirmos. Ao sairmos os colegas mineiros estavam chegando novamente.
Seguimos para a cachoeira da Velha. Há uma boa estrutura na entrada da fazenda, um vigia anota os veículos e nome de que entra para visitar a cachoeira, não podemos mais acampar na prainha por causa do lixo deixado e a depredação. O guia diz que o maior problema são os locais e não os turistas e tal medida foi necessária para a preservação do local. Seguimos de carro até próximo a cachoeira e um pontilhão de madeira nos leva para apreciar a queda da água. Não tem como nos aproximar da cachoeira que é a maior do Jalapão. Apenas apreciamos e seguimos para a prainha do rio que fica logo abaixo da queda da cachoeira.
Areia fina e branquinha, águas límpidas e calmas, sol quente, ah se pudéssemos acampar ali... Nos banhamos, lerdamos e seguimos, afinal tínhamos que chegar nas dunas para ver o por do sol!
O mineiro chegou e veio falar com Tita, disse que ao trazer outro grupo de turistas ele deveria passar pela trilha que liga a cachoeira a prainha pois é muito legal. Ele achou que o Tita era guia, pois havia dado várias explicações e dicas rsrsrs. Falei ao Tita que já tem profissão a seguir quando aposentar rsrsrs, bora ganhar um dindin.
Ao sairmos da fazenda encontramos um lindo caminhão estacionado (www.venturas.com.br) eles fazem rafting na região e a expedição começa no lindo caminhão Mamute. Saímos da fazenda e seguimos para as dunas. Cortamos caminho por uma trilha que encurta +- 8 km de estrada. Há MT mata queimada na região e num ponto conseguimos avistar um tatu que estava sendo vigiado por um gavião rsrsrs, paramos e ficamos fotografando e o tatu nem aí rsrsrs. Seguimos para as dunas.
A estrada com areão estava tranquila até ali, mas deste trecho em diante foi terrível, os tanques de areia imensos e a velocidade quase que ficou pela metade, as costelas na estrada vão balançando tudo, trepidando até o pensamento rsrsrs. Paramos na entrada com o portão fechado, temos que pagar uma taxa “voluntária” ao rapaz que faz anotação dos veículos e pessoas que irão visitar as dunas. Areia fofa, várias trilhas, escolhemos uma e Tita vai acelerando, fica ruim, passa para outra e vamos chacoalhando por +- 6 km até chegar ao estacionamento.   
Deste ponto até a duna tem uma caminhada acelerada de 10 minutos. Como o sol estava baixando rápido, dei a câmera fotográfica ao Diego e pedi pra ele correr na frente para fotografar rsrsrss, coitado saiu a milhão rsrsrs, fomos rápido e passamos pelo riozinho e começamos a subir a duna, um passo pra cima e escorrega dois para baixo kkkkk  A Dani e Tita foram até rápido eu fiquei lerdano atrás e o Tita voltou pra me arrastar kkkk, pedi pra jogarem a cinta,  cabo do guincho, qq coisa pra  me levar ao topo rsrsrs.
As dunas de +- 40 metros de altura estão maiores e mais espalhadas do que há 7 anos atrás, uma área bem maior está tomada pela areia laranja, linda e maravilhosa. O sol vai se pondo e colorindo as nuvens em vários tons finalizando mais um dia neste paraíso chamado Jalapão.
Ficamos um bom tempo na duna e ao voltar para a viatura já estava noite (os mineiros também chegaram lá).
Diego pilotou na volta e se deliciou com a areia fofa, curvas e trilhas estreitas. Ele gosta de fazer trilha de moto então foi só aproveitar a Hilux.
Chegamos a Mateiros e fomos abastecer e procurar pousada. O frentista do posto nos indicou a mais barata (R$ 100,00 a diária qto duplo, fomos até lá, Diego entrou, vasculhou tudo, bateu palmas, buzinamos, chamamos e ninguém apareceu kkk fomos embora) e a Panela de Ferro (R$ 155,00). Perguntei por Vereda Tropical da Dona Bibi e ele nos orientou a chegar. Quem conhece Dona Bibi sabe o quanto ela gosta de dindin e apesar de sua pousada estar maior e mais equipada ainda esta atrás da Panela de Ferro e ainda assim cobra o mesmo valor. Tita contou que já nos hospedamos lá e ela deixou por R$ 130,00 o Tita chorou e ela disse que se fosse sem café da manhã faria R$ 120,00 rsrsrs. Optamos pelo conforto da Panela de Ferro rsrsrs.

Jantamos na Dona Rosa, comida caseira, simples, mas muito gostosa. De barriga cheia só nos restava um bom banho quente e cama.

19/08/2014

Expedição Jalatina - Jalapão x Chapada Diamantina - 5o dia - 01/08/14

Diário de Bordo

01/08/14 – Mateiros

Que belo café da manhã, pão integral caseiro, bolo mangulão, leite, café, queijo, frutas e suco. A pousada muito bem equipada, roupas de cama e banho num branco de dar dó kkkkk. Diego deixou a tolha toda amarela de poeira do Jalapão kkkkkk.
Fizemos algumas compras, gelo, cervas e pães e seguimos para o Fervedouro.
Parece um oásis. Em meio à vegetação fechada, entre brejos e riachos, surge um lugar de rara beleza, cercado por bananeiras, ao centro está um grande poço de água azul transparente, na verdade, a nascente de um rio subterrâneo. A água que brota das areias claras cria o fenômeno da ressurgência, que tornam impossível até o banhista mais persistente afundar.
Não tinha ninguém no local, nem para cobrar a taxa nem para brincar, então nos apoçamos do lugar e ficamos um bom tempo brincando e nos refrescando rsrsrs. Chegou uma mulher e uma criança para cobrar a taxa (R$ 10,00 por pessoa) acho que ela vai até lá só quando vê algum carro estacionado na entrada. Disseram que este ano o turismo está bem fraco, acham que foi por causa da copa, as férias mudaram de data e a região sofreu muito com a falta do turismo.
Seguimos para o Mumbuca, povoado quilombola. Distante 35 quilômetros da cidade de Mateiros. Foi nesse lugar, formado por uma maioria de descendentes de escravos, que surgiu o tão popular artesanato em capim dourado. As mulheres do Mumbuca trabalham o capim dourado, produzindo peças artesanais que são distribuídas em todo o Brasil e em diversos países. A população do Mumbuca não chega a 200 moradores. Lá, homens e mulheres dividem funções bem definidas. Os homens plantam para o consumo da família, enquanto as mulheres colhem a produção e preparam farinha, além, claro, de atuarem como artesãs.
Chegamos na hora do almoço, sol quente e quase ninguém aparece na vila. Depois de rodarmos pela rua uma senhora vem nos receber e abrir a lojinha de capim dourado para fazermos comprinhas. Conversando ela nos diz que o projeto casinha na árvore irá retornar. Uma sala está sendo levantada na entrada da vila e lá as crianças terão atividades de ensino e diversão. Ficamos pouco tempo e seguimos para a Cachoeira do Formiga.
Sete anos se passaram e está tudo igualzinho rsrsrs os gafanhotos gigantes pulando na estrada na frente do carro, a mata seca com algumas queimadas, o colorido das flores que encanta os olhos, desci um pouquinho da viatura e aproveitei para clicar as várias espécies que apesar dos espinhos se abrem num esplendor maravilhoso.  Parece que agora tem mais animais e pássaros, na hora do sol quente só vimos um Teiú atravessando a estrada.
No Formiga agora tem banheiro e fizeram uma cobertura de lona onde montamos as barracas. (R$ 20,00 por pessoa para visitar e R$ 30,00 para usar camping). Os papagaios ainda estão por lá, as carnes penduradas no varal para secar, a deliciosa cachoeira com suas águas mornas e transparentes. Montamos acampamento, fiz almoço, ficamos até anoitecer brincando nas deliciosas águas. Os mineiros chegaram e não se conformaram em não terem barracas também rsrsrsrs. Após o jantar ficamos deitados no chão apreciando o céu estrelado e contando meteoros rsrsrsr, apagaram o gerador de energia e fomos dormir nas barracas.


  barracas.

18/08/2014

Expedição Jalatina - Jalapão x Chapada Diamantina - 6o dia - 02/08/14

Diário de Bordo

02/08/14 – Mateiros – TO x Barreiras (420 km 9:30hs)

Que noite DE LÍ CIA!!!!!! O que foi ruim é que dei mau jeito nas costas e travei, foi difícil levantar rsrsrs. Tomamos nosso café da manhã, alimentamos as galinhas, último banho de cachoeira e levantamos acampamento, afinal nossa estada no Jalapão chegava ao fim e a Chapada Diamantina nos esperava.
Saímos do Formiga, passamos por Mateiros e seguimos para Dianópolis. Na estrada uma siriema maluca foi correndo na frente do carro, ficou um tempão correndo e só depois resolveu levantar vôo rsrsrs. Fizemos uma parada no meio do nada para um breve lanche, passamos por Dianópolis às 16:00 horas, Luiz Magalhães e chegamos à Barreiras-BA às 19:30 horas. Neste trecho há muitas plantações e rolos gigantes de algodão ficam espalhados ao longo da estrada
Cidade grande com bastante hotéis. Nos hospedamos no Fênix e saímos para jantar, um restaurante até arrumadinho em vista de todos que passamos até ali rsrs. A fome tava grande rsrsrs pedimos uma porção de batata frita de entrada, 2 parmegianas (para duas pessoas cada) e Diego pediu ainda um caldinho de sururu. A garçonete nos olhou espantada, mas anotou o pedido, acho que ela não está acostumada com esfomeados encardidos rsrsrs ou seria encardidos esfomeados? Rsrsrs

Chegou uma “bacia”de batatas, devoramos. Chegou um prato enorme com arroz, purê de batata e 4 bifes à parmegiana, adoramos. A garçonete pergunta se pode trazer o outro. - Como assim???? Aquele era um prato para 2 ainda tinha mais um kkkkkk e ainda o caldinho de susuru rsrsrsrs, começamos a rir, entendemos o espanto dela ao anotar os pedidos e perguntamos se não dava para cancelar afinal era mt comida. Ela disse que não, pois já estava pronto, então pedimos para ela embalar para viagem em 04 marmitex, pois iríamos almoçá-lo no dia seguinte kkkkkk . O caldinho conseguiu cancelar, rimos muuuito kkkk. 
Bora dormir de bucho cheio!


17/08/2014

Expedição Jalatina - Jalapão x Chapada diamantina - 7o dia - 03/08/14

Diário de Bordo

03/08/14 – Barreiras – BA x Lençóis – BA (427 km)

Saímos do hotel às 9:00 horas, visual com muitas plantações ainda, passamos por Baianópolis rsrs. Ficamos um tempão procurando um local com sombra para pararmos e almoçarmos nossas quentinhas, foi difícil, mas encontramos, paramos e aquecemos nosso delicioso almoço e por volta das 16:00 horas chegamos ao Morro do Pai Inácio. Na estrada antes de chegar a cidade de lençóis tem placas indicando o caminho. No estacionamento já havia vários carros, depois foram chegando mais carros e até um ônibus. Taxa de R$ 5,00 por pessoa e a galera começa a subir o morro. Eu com as costas ainda doendo subi amparada pelo Tita. Dani e Diego disparam na frente.

Que “lindeza”de lugar!

(Ir à Chapada Diamantina e não conhecer o Pai Inácio é um contra-senso. É do topo desse morro com 1.120 metros de altitude e 250 metros de altura que se tem a visão mais completa e bonita da Chapada, entre elas, a da serra do Sincorá.
Sua flora, composta por bromélias, orquídeas, cactos e musgos, encontra os lugares mais improváveis para se desenvolver, como as fissuras das rochas.
Localizado no município de Palmeiras, o morro do Pai Inácio fica ao lado da BR-242. Segue-se de carro por um acesso asfaltado até uma torre de telefonia. De lá, segue-se a pé por uma trilha bem marcada por mais 20 minutos.
O nome do morro, diz a lenda, refere-se a um feito heróico de Pai Inácio, escravo que namorava às escondidas com a filha do coronel Horácio de Matos. Perseguido pelos capangas do coronel, Pai Inácio teria subido o morro e, sem ter para onde fugir, pulado com um guarda-chuvas aberto. Segundo a tradição popular, o escravo conseguiu sobreviver e escapar pelo vale.)

No topo ficamos apreciando a paisagem e aguardando o esperado por do sol. Vimos o Mocó, espécie de roedor que habita áreas pedregosas, a gíria mocozar vem deste bichinho que vive escondido. Muitos cliques nesse lugar divino!

Descemos o morro já escuro e seguimos para Lençois. Nos hospedamos na pousada Raio de Sol que segundo o zelador tem o melhor café da manhã da região. Nos acomodamos e fomos pedir informações a ele que estava jogando algo no computador. Ele mal olhava pra gente e voltava a jogar rsrsrs. Deu-nos um mapa da cidade, disse que o café começava às 7 horas, tchau e boa noite! Kkkkk virou e foi jogar kkkkk

Passeamos pelo centro com seus bares, restaurantes e lojinhas lotados de gente, fomos “fisgados” para jantar num restaurante bem aconchegante, pedimos um prato típico .... muito gostoso e ao sair procuramos a associação de guias da cidade. Dentre os vários passeios optamos pelos mais lights afinal caminhar muito não é comigo rsrsrsrs. Escolhemos também os que os amigos haviam indicado, nosso tempo é curto e temos que ver primeiro as indicações.
Resolvemos visitar
1º dia - Mucugezinho, Garganta do Diabo, Poço do Diabo, Pratinha, Gruta Azul e Lapa Doce.
2º dia – Poço Azul e Poço Encantado
3º dia – Cachoeira do Buracão
O Vale do Capão ficará para outra visita.

Voltamos para a pousada, banho e cama!

16/08/2014

Expedição Jalatina - Jalpão x Chapada Diamantina - 8o dia - 04/08/14

Diário de Bordo

04/08/14 – Lençois – BA.

Acordei 7:00 horas da manhã com o maior burburinho no restaurante, banho rapidão e saímos para tomar café. Dani e Diego já estavam na mesa. Realmente o café da pousada é bem farto e variado, cada hora o cozinheiro trazia um prato com algo diferente.  Diego toda vez que pensava em sair via algo delicioso e voltava para a mesa kkkkk, bom de garfo esse garoto viu! Rsrsrs.
Fechamos a conta, pois depois do passeio seguiríamos para Andaraí.
Fomos até a Associação encontrar o guia Sergio (Serjão pros amigos) lembrei de um amigo querido de Sampa rsrsrs. Há muitas agências de viagem, mas damos preferência à Associação de guias, temos que valorizar os filhos da terra.  Como estávamos de carro eles cobraram R$ 120,00 para o guia acompanhar 04 pessoas.

 (Rio Mucugezinho e Poço do Diabo
É possível conhecer os dois atrativos no mesmo passeio. O Rio Mucugezinho forma diversos poços, sendo um dos destaques a cachoeira do Poço do Diabo, de 20 metros, e o seu poço profundo, ideal para nadar e praticar tirolesa e rapel.
Localização: Município de Lençóis
Acesso a pé: nas margens da BR-242 há uma trilha de 5 minutos até o Rio Mucugezinho, e mais uma trilha de 20 minutos até o Poço do Diabo.)

Saímos com Serjão e seguimos para o Mucugezinho. Entramos na trilha e seguimos pelo leito do rio cheio de pedras, água cor de coca cola por causa do alto nível de ferro e matéria orgânica em decomposição.
Uma caminhada tranquila, com muitas flores e pássaros. Serjão gosta de papear, vai contando histórias pelo caminho. Encontramos poucos turistas na trilha. Rapidamente chegamos ao Poço do Diabo, do lado de cima da cachoeira, onde tem tirolesa e um pouco mais a frente tem rapel pros corajosos, coisa que não sou. Fico com vontade, mas ainda não tive coragem. Os valentes Tita, Diego e Dani logo se animaram a descer (R$ 30,00 por pessoa), avisei que enquanto eles se preparavam eu desceria pela trilha para filmá-los lá debaixo e assim o fiz. Desci com Serjão e fiquei só filmando os malucos rsrsrs. Tita desceu primeiro, descida rápida e tranquila, logo depois veio a Dani um pouco mais abusada, virou pra eu fotografá-la, soltou as mãos e terminou a descida. Ai vem o Diego, mais abusado ainda, assim que se posicionou na pedra virou de ponta cabeça e desceu apreciando o céu a seus pés rsrsrsr, foi bem mais demorado, curtiu cada centímetro da corda rsrsrs, acho que um dia conseguirei descer, mas antes tenho que deixar um testamento pronto kkkkkk.
Assim que terminaram a descida resolveram mergulhar, a água geladassa e a cor não me atrairam, fui até a cintura, voltei me sequei e fiquei lagarteando numa pedra. Dani e Diego foram nadando até a cachoeira, Tita resolveu ir, mas foi pela beirada do poço seguindo uma corda que colocaram por segurança. Fico borboleteando rsrsr e quando olho a Dani e Diego estão amparando o Tita embaixo da cachoeira, chamo o guia e aviso que MEU MARIDO TÁ PASSANDO MAL! Kkkkk um salva vidas pulou ligeiramente na água enquanto Serjão saiu correndo pela beirada do poço e ficou olhando. Fiquei apreensiva olhando de longe.  Todos ajudaram o Tita a subir numa pedra e ficaram papeando, depois ele pegou uma bóia e voltou nadando até onde estava. Contou que estava nadando ao lado da corda, cansou e continuou segurando pela corda, uma gringa que ia a sua frente resolveu sentar na corda o que a fez descer até o fundo e levou o Tita junto, ele continuou mergulhado ao invés de soltar a corda e isso o fez beber um pouquinho de água, foi quando Dani e Diego viram e o resgataram rsrs.  Credo, que sensação horrível, de longe sem saber e poder fazer nada. Amém que foi só um sustão pra mim.
Enquanto todos se secavam e se esquentavam um pouco chegou uma família de saguis bem próximo de onde eu estava, pedi permissão ao guia para dar pão a eles e os bonitinhos vieram comer pão na minha mão, que delicia ver bichinhos tão de perto. São uns vira latas, vivem sempre ali, pois turistas deixam alimentos a eles.
Voltamos pelo mesmo caminho, pegamos o carro e fomos para o Pratinha.

(Pratinha
Rio e gruta com águas incrivelmente cristalinas onde é possível fazer diversas atividades como flutuação, tirolesa, pedalinho e caiaque.
Localização: Município de Iraquara
Acesso: de carro até o atrativo
Gruta da Lapa Doce
Uma caverna ampla que possui grande quantidade de formações como estalactites e estalagmites. Imperdível é fazer a sua travessia, de 850 metros.
Localização: Município de Iraquara
Acesso a pé: 850 metros de trilha)

Esta atração está em área particular, temos que pagar R$ 20,00 por pessoa para entrar.
Já na entrada recebemos uma orientação das atrações, podemos nadar na lagoa com suas águas cristalinas, visitar a gruta azul e podemos flutuar na gruta do Pratinha com taxa extra de R$ 20,00 por pessoa. Enquanto ouvíamos as instruções um rapaz pegou uma cobra que estava na cerca de arame (devia ser uma cipó) e ficou rodando ela no ar, eu bocuda que sou dei uma bronca nele dizendo para não fazer aquilo, ele desistiu de rodá-la e a jogou com toda força no chão, a coitada saiu rapidamente para o mato.  Parece que este rapaz trabalha no local, um absurdo presenciar e saber que pessoas que deveriam cuidar acabam judiando dos animais que nada tem a ver com a exploração de turismo na região. Encerrei o caso e voltamos às explicações.
Resolvemos almoçar, combinamos de comer bem pouquinho e experimentar a palma e o Codó de banana (ambos picadinhos e refogados, deliciosos), Diego ficou encantado com a comida e deu vergonha de ver o tamanho do prato que fez kkkkk. Passeamos um pouco e fomos fazer a flutuação na caverna. Eu corajosa que sou para água fiquei me perguntando o tempo todo o que fazia ali rsrsrsrs. Tita e Dani ficaram o tempo todo me escoltando rsrsrs, Diego explorador, ia e voltava de todos os cantos da caverna. Na flutuação colocamos colete, nadadeira, óculos, snorkel e levamos uma lanterna, pois no interior é um breu. A água é cristalina e gelada e o fundo é forrado por micro búzios que parecem grãos de areia, enquanto flutuamos não devemos colocar os pés no fundo para não estragar os búzios. Pequenos peixinhos nos acompanham o tempo todo, há também o bagre cego nesta caverna. Ficamos um tempão flutuando, voltamos e fomos visitar a gruta azul, não pode entrar na água somente ver e fotografar. Mergulhadores experientes em cavernas podem mergulhar na gruta do pratinha e sair na gruta azul, isso com dia e hora marcados e acompanhados pelos guias do Pratinha. Voltamos até o lago e ficamos mais um pouco na água. Depois de entrar na gruta o lago nem tem muita graça rsrsrs.
Pegamos o carro e fomos visitar a Lapa Doce.
A gruta também tem guia local, pagamos taxa de R$ 20,00 por pessoa e recebemos um capacete e lanternas. Seguimos o guia e descemos por uma trilha até a entrada da gruta. Esta é uma gruta seca, tem cerca de 850 metros para percorrermos e seu interior é cheio de estalactites e estalagmites. A poeira fina fica o tempo todo no ar, o local é muito escuro e as lanternas vão clareando e mostrando as esculturas, muito bonito, vale muito a pena conhecer.
Saímos tarde da gruta e seguimos para lençóis para deixar o Serjão, se encontrássemos outros guias com carro podíamos despachá-lo, mas nada, tivemos que voltar até a cidade e só depois seguir para Andaraí.
Chegamos 20:00 horas em Andaraí, cidade bem pequena, ruas estreitas, casas com suas portas na rua, todas bem pintadas e coloridas. Demos uma volta por tudo e resolvemos ficar na única pousada que achamos, Pousada Eden, bem na praça. Restaurante pra jantar só o bar da Samira. Pedimos um PF e cerveja. Ela disse ter Skin e Bavária, Diego perguntou: - E cerveja? Kkkkkkk

Comida saborosa, Diego até ganhou um pouco da pimenta que ela mesma prepara. Ela disse que os clientes sempre elogiam a pimenta, então dissemos à ela para produzir e colocar em pequenos vidros para vender, ela gostou da ideia e disse que quando voltarmos lá terá para comprar rsrsrs. Hotel bem fraquim, mas pra uma noite tá bom demais!

15/08/2014

Expedição Jalatina - Jalapão x Chapada Diamantina - 9o dia - 05/08/14

Diário de Bordo

05/08/14 – Andaraí x Ibicoara (200 km)

Após o café voltamos numa praça para fotografar um CJ cuidadosamente arrumado num monte de pedras com cactos plantados ao seu redor. MT legal!

Poço Azul
É uma gruta com águas cristalinas, em que o azul vivo da água é resultado da luz do sol. É permitido nadar e realizar flutuação.
Localização: Município de Nova Redenção
Acesso: de carro até o atrativo e mais uma escadaria
Poço Encantado
As águas são tão cristalinas que não é possível perceber onde o meio aquático começa. Possui cerca de 60 metros de profundidade e não é permitido nadar. A melhor época para visitar o poço são os meses de abril a setembro, devido ao reflexo da luz solar.
Localização: Município de Itaetê
Acesso: de carro até o atrativo e mais uma escadaria
                          
De Andaraí voltamos até Nova Redenção para conhecer o Poço Azul, maravilhoso.
Pagamos uma taxa de R$ 15,00 por pessoa, colocamos colete, óculos e snorkel e ficamos nadando “no nada” é assim que parece, flutuamos no nada de tão límpida é a água. Chegamos cedo e ficamos um tempão flutuando, o guia local disse que a melhor hora pra ver o raio de luz incidente na gruta é às 12:40 horas e que era pra ficarmos por ali que ele nos chamaria no melhor horário para voltarmos e assim o fizemos. Que coisa linda, o poço tem 16 metros de profundidade e é possível ver todo seu fundo com os raios de luz. Dani, Diego e Tita ficam brincando de fotografar em baixo da água, parecemos todos com cara de afogados kkkkkk
Saimos do banho e almoçamos, novamente tinha godó de banana (banana verde refogada), cortado de palma (palma refogada) e  feijão andú, tudo muito gostoso, até a Dani provou rsrsrs
Após o almoço seguimos para Itaetê conhecer o poço encantado, nos avisaram que não iríamos ver nada, pois o melhor horário é o da manhã.  Eu achava que iríamos nadar no encantado e só olhar o azul e foi justamente o contrário, mas já que estávamos ali, fomos até lá conferir. Mesmo chegando tarde pagamos a taxa de R$ 20,00 por pessoa, o guia até aconselhou voltarmos no outro dia cedo, mas nosso roteiro não permitia e descemos até o poço assim mesmo. A entrada é bem estreita, descemos por escadas de madeira, o local é bem escuro e lá esta ele, lindo e azul, um profundo poço que com a luz que entra em algumas épocas do ano, incide um raio que ilumina todo o poço deixando embasbacado quem o visita. Se no escuro já é lindo, imagino com o raio de luz! Nossa visita foi rápida, mas a subida do poço foi bem lenta rsrsrs, já estava com dores na coluna, as pernas cansadas de andar todos os dias, subir e descer pedras, grutas e rios, afe, ainda bem que não fizemos as trilhas pesadas rsrsrs
Saímos de Itaetê e seguimos para Ibicoara, nosso último passeio seria a cachoeira do buracão.
Passamos por Mucugê para conhecer o cemitério bisantino,

(A pequena cidade colonial de Mucugê, na Bahia, surgiu no século XIX, no decorrer do ciclo da exploração do diamante naquela região, que por breve período tornou-se uma das mais ricas do país. A sua localização, num platô pedregoso de cerca de 1000 metros de altitude, e a conseqüente dificuldade de escavar sepulturas, aliada a riqueza dos exploradores daquela gema, propiciou o surgimento de um dos mais curiosos cemitérios do país. Pela ausência de terra os corpos eram enterrados em locais, entre as pedras, fechadas por paredes, em capelas mortuárias e em mausoléus, caiados em branco, dispostos em anfiteatro ao pé da serra. A sua classificação como “bizantino” tem várias versões. A mais coerente remete à sua semelhança com as capelas brancas, de cúpulas bizantinas, do Mar Egeu, também construídas sobre pedras. Outra hipótese fala da influência de mercadores sírios/libaneses, chamados na época de turcos, que viviam na cidade no auge do ciclo do diamante. Trata-se de um patrimônio arquitetônico de belíssima cenografia, e único no Brasil. As brumas que quase sempre o envolve, dado a altitude, e a iluminação cênica, à noite, ressaltam ainda mais o caráter mágico do conjunto. SkyscraperCity)

Lindo e calmo pra se ver, passeamos pelos túmulos, molhamos algumas plantas fiquei com vontade de roubar orquídeas rsrsrs, mas não tive coragem rsrsrs.
Demos uma volta pela cidade, comemos acarajé na praça e uma linda doguinha gorda ficou o tempo todo ao nosso lado rsrsrs. Saímos de lá e seguimos para Ibicoara.
Chegamos por  volta das 20 horas e logo encontramos um hotelzinho bem fraquim, Pousada da Dona Zuca. Nos hospedamos e saímos para jantar,  a indicação de pizzaria foi perfeita, o local não prometia, mas a pizza foi maravilhosa. Pegamos algumas infos numa agência de turismo e seguimos para o hotel, um guia da associação iria nos procurar. Como sempre digo, não basta carregar bandeira tem que praticar, devemos sempre incentivar o trabalho local, dar valor aos “filhos da terra”. As associações de guias turísticos devem sempre ser as primeiras a serem procuradas, se não formos atendidos a contento ai sim procuramos alternativas.

O guia Roney nos orientou sobre o passeio, deu dicas de lanches para levarmos e marcou de nos encontrar no dia seguinte as 8:00 horas.

14/08/2014

Expedição Jalatina - Jalapão x Chapada Diamantina - 10o dia - 06/08/14

Diário de Bordo

06/08/14 – Ibicoara – BA

Ah nosso último dia de Chapada, como o tempo passou rápido!
No café que desespero, acho que Dona Zuca usa o mesmo pó no coador a semana toda kkkk, meu chá mate é mais escuro que o café dela, quase fui na hilux buscar pó pra fazer um café decente rsrsrsrs. 
Rimos muito, na pousada é tudo encardido e mal lavado rsrsrs as xícaras tem pedacinhos grudados rsrsrs, as toalhas de banho são velhas e encardidas, sabemos que a água da região é muito amarela por causa do ferro, mas a toalha do Diego dava medo, parecia um pano de chão puído kkkkkkkkkkkkkkkkk.

O dia amanheceu nublado, garoando, Dona Zuca disse que todos os dias amanhecem assim e que vai limpando no decorrer do dia.
Saimos por volta das 8:30 horas e seguimos para a cachoeira do Buracão. Cortamos a cidade, a estrada é muito boa e fornece um visual fantástico da grande Serra do Sincorá.

O Roney orgulhoso foi nos contando sobre sua região:
(É alta (1.000 metros) e rica região agrícola, com 150.000 hectares de solos profundos e férteis, que irrigados pela Barragem do Apertado (Rio Paraguassu), produz quase toda a safra de batata-inglesa do Nordeste (300.000 toneladas/ano), cerca de 8% da safra brasileira. Produz também a metade do alho do Nordeste, boa parte da cenoura, do tomate, quase toda a maçã, 200.000 t/ano de milho e cerca de 200.000 sacas de café arábica de alta qualidade para exportação. No Distrito de Cascavel, possui diversas agroindústrias que processam os grãos e as hortaliças, sobretudo a batata-inglesa que, pré-frita e congelada, supre supermercados e redes de fast-food do Nordeste.)

Rodamos por +- 30 km em estrada de terra até o estacionamento.
 A partir daí, percorre-se mais 3 km de uma trilha leve até a mais bela cachoeira da Chapada Diamantina.
Na trilha de 3 km, fomos margeando o rio do Buracão. Passamos pelo Espalhado, um conjunto de corredeiras, pela pequena Cachoeira das Orquídeas, pela alta Cachoeira do Recanto Verde e, finalmente, chegamos ao canyon onde está a Cachoeira do Buracão, com 85 m de altura de queda e que forma um poço com 50 metros de profundidade. 
A água é limpíssima, embora seja escura pela presença de minerais e de tanino. 
No canyon, há dois caminhos para a cachoeira: nadando contra a correnteza pelo canyon ou atravessando uma pinguela de madeira e ir agarrado pelas paredes do canyon.
Ai que meda, ambos muito radicais para mim rsrsrs. Roney disse que eu poderia ir nadando e ele me rebocaria com uma bóia amarada a uma corda e assim fizemos rsrsrs.
Dani e Diego foram nadando na raça, eu fui grudada na boinha e pedi ao Tita pra ir junto comigo, kkkk coitado teve que me escoltar novamente rsrsrsrs.
Que medo e que delicia. O canyon tem uns 3 metro de largura e uns 100 de comprimento, a correnteza é forte para ser vencida, a água é cor de coca cola. Quando chegamos ao grande salão que coisa magnífica, uma queda de 85 metros de altura num salão com mais ou menos 100 metros de diâmetro, fantástico. O barulho forte da água, a névoa pairando no ar, tudo de bom esse lugar.
Diego foi nadando até a queda, Dani também o seguiu, ficaram em baixo da queda observando o andorinhão, Diego achou que eram morcegos gigantes rsrsrsrs .
O dia ficou nublado, frio e garoando em alguns momentos. Voltamos nadando rsrs , fizemos um lanche e voltamos pela linda trilha. Fotografei muitas flores. Foto novamente na cachoeira Recanto Verde que nasce de fendas nas pedras e se vai tbém por fendas nas pedras, muito linda e intrigante. Fizemos uma parada no mirante para fotos no lado de cima do Buracão e uma parada básica na Cachoeira das Orquídeas para um último banho em cachoeira na viagem. Por estar frio só Dani e Diego toparam, eu, Tita e Roney ficamos lagarteando nas pedras rsrsrs.
Já era tarde e pegamos caminho de volta, fizemos uma parada básica numa cachaçaria e compramos a deliciosa cachaça buracão. Chegamos por volta das 18 horas no hotel.

Pitiçamos e encerramos mais uma aventura, Chapada Diamantina merece um replay, muitos pontos ainda por visitar.

13/08/2014

Expedição Jalatina - Jalapão e chapada Diamantina - 11o e 12o dias - 07 e 08/08/14.

Diário de Bordo

07/08/14 – Ibicoara – BA x Gov. Valadares - MG (Frei Inocêncio)

08/08/14 – Gov. Valadares – MG x Teresópolis – RJ


E ai e só seguir o relato da SZK Adventure – 4ª etapa - Teresópolis - RJ.




Tita, Daniela e Diego, obrigada por me fazer tão feliz nestes dias que passamos juntos, faltou meu Edu e meu Juninho para que eles fossem completos.


Meus amigos, Fernando e Terezinha Possato, Edu e Sandra Prego, Adilson e Silvana Tropeço, Rita e ZeRo e Marcelo Chiode (Fiote), senti muito vocês não terem tido a oportunidade de voltar com a gente ao Jalapão, muitas lembranças de nossas viagens. Espero na próxima nos reunirmos novamente.


O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada. 
Caminhando e semeando, no fim terás o que colher. 
(Cora Coralina)