01/08/14 – Mateiros
Que belo café da manhã, pão integral caseiro, bolo mangulão,
leite, café, queijo, frutas e suco. A pousada muito bem equipada, roupas de
cama e banho num branco de dar dó kkkkk. Diego deixou a tolha toda amarela de poeira
do Jalapão kkkkkk.
Fizemos algumas compras, gelo, cervas e pães e seguimos para
o Fervedouro.
Parece um oásis.
Em meio à vegetação fechada, entre brejos e riachos, surge um lugar de rara
beleza, cercado por bananeiras, ao centro está um grande poço de água azul
transparente, na verdade, a nascente de um rio subterrâneo. A água que brota
das areias claras cria o fenômeno da ressurgência, que tornam impossível até o
banhista mais persistente afundar.
Não tinha ninguém
no local, nem para cobrar a taxa nem para brincar, então nos apoçamos do lugar
e ficamos um bom tempo brincando e nos refrescando rsrsrs. Chegou uma mulher e
uma criança para cobrar a taxa (R$ 10,00 por pessoa) acho que ela vai até lá só
quando vê algum carro estacionado na entrada. Disseram que este ano o turismo
está bem fraco, acham que foi por causa da copa, as férias mudaram de data e a
região sofreu muito com a falta do turismo.
Seguimos para o
Mumbuca, povoado quilombola. Distante 35
quilômetros da cidade de Mateiros. Foi nesse lugar,
formado por uma maioria de descendentes de escravos, que surgiu o tão popular
artesanato em capim dourado.
As mulheres do Mumbuca trabalham o capim
dourado, produzindo peças artesanais que são distribuídas em todo o Brasil e
em diversos países. A população do Mumbuca não chega a 200 moradores. Lá, homens
e mulheres dividem funções bem definidas. Os homens plantam para o consumo da
família, enquanto as mulheres colhem a produção e preparam farinha, além,
claro, de atuarem como artesãs.
Chegamos na hora do almoço, sol
quente e quase ninguém aparece na vila. Depois de rodarmos pela rua uma senhora
vem nos receber e abrir a lojinha de capim dourado para fazermos comprinhas.
Conversando ela nos diz que o projeto casinha na árvore irá retornar. Uma
sala está sendo levantada na entrada da vila e lá as crianças terão atividades
de ensino e diversão. Ficamos pouco tempo e seguimos para a Cachoeira do
Formiga.
Sete anos se passaram e está tudo igualzinho rsrsrs os
gafanhotos gigantes pulando na estrada na frente do carro, a mata seca com
algumas queimadas, o colorido das flores que encanta os olhos, desci um
pouquinho da viatura e aproveitei para clicar as várias espécies que apesar dos
espinhos se abrem num esplendor maravilhoso.
Parece que agora tem mais animais e pássaros, na hora do sol quente só
vimos um Teiú atravessando a estrada.
No Formiga agora tem banheiro e fizeram uma cobertura de
lona onde montamos as barracas. (R$ 20,00 por pessoa para visitar e R$ 30,00
para usar camping). Os papagaios ainda estão por lá, as carnes penduradas no
varal para secar, a deliciosa cachoeira com suas águas mornas e transparentes.
Montamos acampamento, fiz almoço, ficamos até anoitecer brincando nas
deliciosas águas. Os mineiros chegaram e não se conformaram em não terem
barracas também rsrsrsrs. Após o jantar ficamos deitados no chão apreciando o
céu estrelado e contando meteoros rsrsrsr, apagaram o gerador de energia e
fomos dormir nas barracas.
barracas.
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