19/08/2014

Expedição Jalatina - Jalapão x Chapada Diamantina - 5o dia - 01/08/14

Diário de Bordo

01/08/14 – Mateiros

Que belo café da manhã, pão integral caseiro, bolo mangulão, leite, café, queijo, frutas e suco. A pousada muito bem equipada, roupas de cama e banho num branco de dar dó kkkkk. Diego deixou a tolha toda amarela de poeira do Jalapão kkkkkk.
Fizemos algumas compras, gelo, cervas e pães e seguimos para o Fervedouro.
Parece um oásis. Em meio à vegetação fechada, entre brejos e riachos, surge um lugar de rara beleza, cercado por bananeiras, ao centro está um grande poço de água azul transparente, na verdade, a nascente de um rio subterrâneo. A água que brota das areias claras cria o fenômeno da ressurgência, que tornam impossível até o banhista mais persistente afundar.
Não tinha ninguém no local, nem para cobrar a taxa nem para brincar, então nos apoçamos do lugar e ficamos um bom tempo brincando e nos refrescando rsrsrs. Chegou uma mulher e uma criança para cobrar a taxa (R$ 10,00 por pessoa) acho que ela vai até lá só quando vê algum carro estacionado na entrada. Disseram que este ano o turismo está bem fraco, acham que foi por causa da copa, as férias mudaram de data e a região sofreu muito com a falta do turismo.
Seguimos para o Mumbuca, povoado quilombola. Distante 35 quilômetros da cidade de Mateiros. Foi nesse lugar, formado por uma maioria de descendentes de escravos, que surgiu o tão popular artesanato em capim dourado. As mulheres do Mumbuca trabalham o capim dourado, produzindo peças artesanais que são distribuídas em todo o Brasil e em diversos países. A população do Mumbuca não chega a 200 moradores. Lá, homens e mulheres dividem funções bem definidas. Os homens plantam para o consumo da família, enquanto as mulheres colhem a produção e preparam farinha, além, claro, de atuarem como artesãs.
Chegamos na hora do almoço, sol quente e quase ninguém aparece na vila. Depois de rodarmos pela rua uma senhora vem nos receber e abrir a lojinha de capim dourado para fazermos comprinhas. Conversando ela nos diz que o projeto casinha na árvore irá retornar. Uma sala está sendo levantada na entrada da vila e lá as crianças terão atividades de ensino e diversão. Ficamos pouco tempo e seguimos para a Cachoeira do Formiga.
Sete anos se passaram e está tudo igualzinho rsrsrs os gafanhotos gigantes pulando na estrada na frente do carro, a mata seca com algumas queimadas, o colorido das flores que encanta os olhos, desci um pouquinho da viatura e aproveitei para clicar as várias espécies que apesar dos espinhos se abrem num esplendor maravilhoso.  Parece que agora tem mais animais e pássaros, na hora do sol quente só vimos um Teiú atravessando a estrada.
No Formiga agora tem banheiro e fizeram uma cobertura de lona onde montamos as barracas. (R$ 20,00 por pessoa para visitar e R$ 30,00 para usar camping). Os papagaios ainda estão por lá, as carnes penduradas no varal para secar, a deliciosa cachoeira com suas águas mornas e transparentes. Montamos acampamento, fiz almoço, ficamos até anoitecer brincando nas deliciosas águas. Os mineiros chegaram e não se conformaram em não terem barracas também rsrsrsrs. Após o jantar ficamos deitados no chão apreciando o céu estrelado e contando meteoros rsrsrsr, apagaram o gerador de energia e fomos dormir nas barracas.


  barracas.

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