17/08/2016

Diário de Bordo

Portunha

1º dia – 09/05/16 Madri

Chegamos bem, aeroporto, esperar malas, aduana, alugar carro, se entender com gps (não nos entendemos mt bem rsrsr), pedir help pro Gaspar e as 17;00hs chegamos ao apartamento dos queridos Gaspar e Carol. Três anos prometendo visita-los e enfim chegou o dia, ah como é bom estar com esses malucos novamente.
Bebemos um pouco, rimos muito e saboreamos uma deliciosa hamburguesa (hambúrguer). Madri nos recebeu com chuva e friozinho, também nos recebeu com muito verde e flores, Gaspar comentou que há tempos não via os campos tão verdes e floridos.

Gaspar mora ao lado do trabalho, de sua janela vê o enorme prédio da Telefônica. Pode ir trabalhar a pé, almoçar em casa e ate tirar uma soneca (siesta) rsrsrs. Imaginem se ele tem vontade de voltar ao Brasil!
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2º dia – Madri – Toledo – Mérida (10/05/16)

Conforme combinamos com nossos anfitriões, sairíamos em viagem para conhecer os arredores e em 10 dias estaríamos de volta. Gaspar nos preparou um roteiro que já havia percorrido e lá fomos nos rsrsr.
Partimos as 8;30hs, avenidas largas, cheias de rotundas e muito bem sinalizadas. Dia nublado e chuvoso, mt frio. Prédios bonitos, cidade limpa, muitos carros e pouca gente nas calçadas.
As 10;00hs chegamos em Toledo.
Cervantes descreveu Toledo como a "glória da Espanha". A parte antiga da cidade está situada no topo de uma montanha, cercada em três lados por uma curva no rio Tejo, e têm muitos sítios históricos, incluindo o Alcázar, a Catedral (a igreja primaz da Espanha), e o Zocodover, seu mercado central.
Estacionamos o carro e começamos a subir o morro rsrsrs, várias escadas rolantes nos conduziram ao topo. Senti falta de placas orientando e marcando os pontos turísticos, tínhamos que tentar adivinhar por onde estávamos passando.
Becos, janelas floridas, carros se espremendo nas vielas, bem vindos as cidades medievais rsrsrs. Andamos bastante por Igrejas, Museus, Conventos e fizemos um lanche com caña e tapa e seguimos para Mérida. 
Tempo fechado e chuvoso e ainda estava me adaptando ao fuso horário, não tinha entrado no clima ainda.
Chegamos a Mérida as 14;00 horas, ninguém nas ruas, comércio fechado, pensamos ser  feriado. Chegamos ao hotel e perguntamos se era feriado, nos informaram que não, hora da siesta, nada funciona à tarde. Saímos pela cidade e ficamos encantados com os pontos históricos.
Num percurso de uns 3km conhecemos museus, teatro, Templo de Diana, ponte romana, muralha medieval, igrejas, aquedutos, total de 30 monumentos, alguns restaurados e outros mantidos em suas formas originais, posso afirmar que achei muito mais bonito que Toledo. 
Em meio à visita ao anfiteatro caiu uma baita chuva, tivemos que nos abrigar e esperar, parecia estarmos no meio de um filme da historia antiga, lindo.
As lojas e restaurantes voltam a funcionar as 19;00 horas e ficam abertas ate as 22;00. Jantamos e voltamos para o hotel (Luzitänia). 




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3º dia – Mérida – Évora – Lisboa (11/05/16)

Sair cedo nem pensar, o café é servido partir das 09;00horas rsrsrs.
Chegamos a Évora 11;00 horas (12;00hs em horário espanhol, em Portugal mudamos novamente o relógio, aqui 4 horas de diferença em relação ao Brasil).

Resumindo ,
A cidade portuguesa de Évora é um lugar que se encaixa perfeitamente em uma viagem de um dia. Localizada a duas horas de Lisboa, a cidade reúne, em espaço relativamente curto, uma incrível combinação de arquitetura romana, gótica e barroca - que ajudou Évora a ser eleita Patrimônio da Humanidade pela Unesco.
No ponto mais alto da cidade murada, uma imponente catedral medieval fica ao lado do Museu de Évora, que por sua vez é vizinho da Pousada dos Loios, situada dentro de um convento do século 15.
Diante da pousada fica a Igreja de São João Evangelista, toda revestida de azulejos, que divide o pátio com o palácio da família Cadaval, onde você encontrará quadros históricos e decretos reais do século 17.
Diante do palácio ficam as ruínas de um templo romano, e na frente delas se encontra um pequeno parque com vista para os telhados vermelhos de Évora e um longo aqueduto do século 16. São quase dois mil anos de história em 20 passos, e é possível ver tudo facilmente em duas horas.
Realmente encantadora, aproveitamos para almoçar, o Tita provou o Bacalhau ao Brás, eu e Dani comemos um estufado de porco com migas de pão. Aprovadíssimo, apesar das migas não serem tão saborosas rsrsrs.
E a chuva nos acompanhava, Gaspar comentou que parecíamos a família Adams rsrsrs, tínhamos um nuvem escura e chuvosa para nos acompanhar na viagem rsrsrs.
Em duas horas havíamos visto tudo e almoçado, seguimos para Lisboa.
Já na fronteira Espanha Portugal, percebemos a grande diferença na arquitetura, Espanha com suas casas em pedras e cores de cinza e ocre. Portugal construções em tijolinhos, telhas vermelhas e pintadas na grande maioria de cor branca. Ao longo das estradas longos canteiros de flores do campo, nas cidades enormes canteiros de rosas e amores perfeitos, uma infinidade de cores e espécies. Lembrei-me da mia bella Italia ;)  
Seguindo orientações da amiga Lucia Romano, passamos pela Serra da Arrábida, que presente passar por essa estrada. Uma serrinha linda em meio ao Parque Natural da Arrábida. Estacionamos o carro e descemos a pé ate o Portinho da Arrábida. Uma praia linda, a força das ondas do mar espalha uma imensidão de pedrinhas pela areia, quase  não se vê conchas mas as pedras molhadas formam um mosaico lindo. Caminhamos e brincamos um pouco neste visual ímpar.
Parque Natural da Arrábida
Áreas Protegidas
Situado junto ao mar, entre Setúbal e a vila piscatória de Sesimbra, o Parque Natural da Arrábida tem uma beleza incomparável, em que o azul do mar alterna com os tons esbranquiçados das falésias de calcário e com o verde do denso manto vegetal que cobre a Serra.

A riqueza vegetal é um dos maiores atrativos do Parque. Aqui encontra-se um dos raros exemplos de maquis mediterrânico em Portugal e a sua preservação foi um dos motivos que levou a que a Arrábida fosse considerada uma verdadeira relíquia científica internacional. Para que ela se mantenha intacta, o acesso a algumas áreas só é possível acompanhado de um Guia indicado pela Sede do Parque. Existem também diversas empresas credenciadas que organizam atividades radicais, como a espeleologia, o mergulho e a escalada. 
Chegamos a Lisboa as 17;30hs (Pensão Nova Goa), cidade grande, congestionamentos, muitas obras e desvios, semáforos e guardas, gps meio maluco demos varias voltas até encontrar estacionamento e hotel. Ficamos bem no centro pertinho do elevador de Santa Justa, que liga cidade baixa a cidade alta, igual ao Lacerda que temos em Salvador-BA.
Nos acomodamos no hotel e saímos para conhecer os arredores. Pegamos o elevador de Santa Justa, subimos na parte alta da cidade e fomos ate o consulado brasileiro, afinal conseguimos numero suficiente com os senadores para aprovar o impeachment da Dilma, mais uma batalha vencida, mas ainda não ganhamos a guerra. 
Tudo fechado, escuro e ainda assim fizemos poses e fotos em frente ao prédio. Carros passavam e ficavam nos olhando, não entenderam nada os malucos festejando com a bandeira brasileira no escuro rsrsrs.
Tínhamos vinho e lanche no hotel, então resolvemos voltar e nos preparar para o dia seguinte. Pedimos infos na portaria para conhecermos a Alfama (ruelas, varais nas janelas, restaurantes e shows de fado). O porteiro ofereceu um restaurante com jantar e show incluso por E40,00 por pessoa, mas só podíamos reservar no dia seguinte. Resolvemos fazer o passeio City Signt Seeing (passeio turístico de ônibus), durante o dia, conheceríamos todos os pontos, desceríamos nos mais visitados e a noite iriamos a Alfama ouvir fado.


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4º dia – Lisboa (12/05/16)

 Após o café compramos os bilhetes do ônibus e seguimos para a Praça do Róssio, que delicia ouvir e entender os portugueses nas ruas, “ate loguinho” “beijinhos” rsrsrs
Pegamos o ônibus e seguimos o roteiro, escolhemos Torre de Belém, Oceanário e Museu do Azulejo para visitar.
Descemos do ônibus na Torre de Belém, esperava que fosse maior, mas mesmo assim linda.

Torre de Belém
Construída estrategicamente na margem norte do rio Tejo, entre 1514 e 1520, para defesa da barra de Lisboa, é uma das jóias da arquitetura do reinado de D. Manuel I.
No conjunto arquitetônico podemos separar dois corpos distintos, modelos da arquitetura militar: a torre de menagem medieval e o baluarte moderno que, com dois níveis para disparo de artilharia, permitia um tiro de maior alcance, rasante e em ricochete sobre a água.
A Torre de Belém é um referente cultural, um símbolo da especificidade do país que passa pelo diálogo privilegiado com outras culturas e civilizações. Guardiã da nossa Individualidade e Universalidade, viu este estatuto confirmado quando, em 1983, foi classificada pela UNESCO como "Património Cultural de toda a Humanidade".
Filas imensas para entrar e para subir na torre, corredores apertados, ficamos um bom tempo visitando os aposentos. Na saída seguimos caminhando para outro local passando pelo Mosteiro dos Jerônimos, praças imensas floridas, limpas, organizadas, maravilhoso!!!
Fomos apreciar os "paxteizinhos" de Belém, uma delíiiiiicia. Ca só para nós, esses portugueses são mesmo lentos. Uma fila grande para comprar a ficha do pastel, ai já queríamos comprar um salgado e refri, mas na vitrine de salgados não tem o nome nem preço do produto, muita gente na frente não temos como perguntar ao balconista, no caixa a portuga quer saber o que queremos, mas como saber se não tem menu ou infos a mostra? Kkkkk Ela não tem tempo de nos explicar o que vendem kkkkk, perguntei – Tem coxinha de frango? Ela respondeu sim e foi o que comemos rsrsrs. Numa outra lanchonete o mesmo problema, não colocam nome na vitrine e o caixa perde um tempão procurando os nomes e preços para nos fornecer e escolhermos o que queremos rsrsrs, eu estava em desespero para explicar como seria fácil se colocassem uma plaquinha com o nome kkkk
Uma loucura o que vendem de pasteizinhos de nata, uma delíiiiiicia!!!

Museu do Azulejo
Pegamos o ônibus novamente, descemos no Museu do Azulejo, gente é muita informação, cada peça mais trabalhada que a outra, lemos num texto que a Técnica desenvolvida e implementada pelos mouros na Península Ibérica e seguida em Espanha com assimilação do gosto pela decoração geométrica e vegetalista, no que se designaria no barroco como horror vacui (horror ao vazio).rsrsrs por isso tanta informação. Muito bacana, recomendo.
Na entrada do museu o porteiro/segurança me dá os parabéns, pergunto por que e ele indica minha camiseta, FORA DILMA, ele diz parabéns aos brasileiros por lutarem por um país melhor, GANHEI O DIA uhu!!!!!,
 Pegamos o ônibus novamente, mas já era tarde e voltamos para o hotel. Durante todo o dia ficamos ouvindo fado pelos fones de ouvido no ônibus, estávamos exaustos de fado rsrsrs e nossa noite sería na Alfama, aff desistimos, não aguentávamos mais rsrsrs. Tomamos banho e saímos para jantar num restaurante qualquer. Incrível que brasileiros são reconhecidos rapidamente pelos locais, no restaurante o garçom indiano logo veio puxando assunto, contando que já esteve no RJ e Recife, que ama o Brasil e bla bla bla, muito legal, aparentemente somos queridos mundo a fora rsrs



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5º dia – Lisboa – Cascais – Sintra – Obdos – Alcobaça – Monte Real Leiria (13/05/16)

As 9;00hs partimos de Lisboa, adoramos conhece-la, o tempo já estava melhor com menos  chuvas, mas ainda assim um friozinho pedindo agasalhos.
Chegamos a Sintra as 11;30hs, cidade lotada, ruas estreitas e muito movimentadas. Fomos orientados a estacionar o carro e subir ao Castelo Pena de ônibus, mas não conseguíamos estacionar e fomos subindo a serra sinuosa e estreita rsrsrs, chegamos ao estacionamento ao lado do portão de entrada, bem melhor pra nós, economizamos o din din do ônibus.
Fizemos um lanche rápido e compramos entradas para conhecer os jardins e o castelo. Pegamos um dos caminhos e fomos seguindo passando por vários jardins de camélias, fontes, lagos, estufas, tudo lindo, limpo, organizado e florido.
O castelo todo mobiliado e com as louças, porcelanas, roupas de cama, lustres, quadros e até uma cozinha inteiramente equipada. Muuuuito lindo.
“Erguido sobre um rochedo o palácio parece sair de um conto de fadas” Richard Strauss compositor
O Palácio da Pena é um dos mais extravagantes do país, talvez do continente. Erguido no topo da Serra de Sintra, a 500 metros de altitude, apresenta uma miscelânea de estilos que, curiosamente, terminam por apresentar um belo resultado. Os últimos reis portugueses, principalmente D. Carlos I e a esposa D. Amélia, aproveitaram bastante essa residência real. Sua construção foi, na verdade, um capricho de D. Fernando II que, em meados do século 19, transformou um antigo mosteiro no colorido e rebuscado palácio. Os ambientes estão recuperados fielmente, como se a Corte ainda habitasse a moradia. A mesa de jantar, por exemplo, se encontra posta com pães de verdade sobre os pratos.
Saímos do castelo e seguimos para Obdos.
Cidade medieval esta há 80 km de Lisboa, A principal atração da cidade é o Castelo de Óbidos, construção do século XIII, que é uma das Sete Maravilhas de Portugal e hoje funciona como uma pousada, que oferece aos seus hóspedes uma noite de rei. Mas há muito mais para se visitar. Uma vez lá dentro, você pode seguir pela Rua Direita, que leva ao Castelo, mas que antes passa por várias igrejas, capelas, lojinhas e todo o casario típico de Óbidos, com seus detalhes em azul e amarelo. Antes de ir embora, não deixe de experimentar a ginjinha, bebida típica feita a partir da ginja, um tipo de cereja, servida em um copinho de chocolate. Deliiiicia.
De Obdos passamos por Alcobaça, indicação de nossa amiga Lucia Romano e seguimos para Monte Real Leiria.
Chegamos tarde em Monte Real, 20;30, nos hospedamos no Hotel Rainha Santa e pedimos indicação de restaurante, estávamos famintos. Na recepção o Sr Joaquim (ora pois) nos indicou um muito bom na praia que fica a 10 km dali, orientou o Tita que ao perguntar se era só seguir a rua em frente o Sr Joaquim  muito serio diz. – Sim sempre em frente, mas ... fazendo as curvas! Ahahahahahahahahahaha
Realmente o restaurante era bom, o garçom todo animado ficou fazendo piadinhas, rindo e nos serviu pratos deliciosos. Provei a sardinha na brasa e uma espetada de camarões e lulas, o Tita se deliciou com um bacalhau e Danica um file com fritas para variar, vinhos regionais e muita conversa, posso afirmar que foi o melhor jantar da viagem (plagiando nosso amigo Pepa).

No café da manha o Sr Joaquim faltou sentar-se à mesa com a gente, ficou papeando, perguntando e contando de suas viagens. Adorei esta paragem.


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6º dia – Monte Real Leiria – Fatima – Serra da Estrela – Aveiro (14/05/16)

Partimos as 10;00hs e em meia hora chegamos a Fatima. Dia 13 foi dia de Nossa Senhora de Fatima, durante a semana o templo estava lotado, mas chegamos no dia 14 e foi muito tranquilo.
Fátima é considerada um dos maiores centros de peregrinação católica do mundo, que atrai em média 6 milhões de pessoas anualmente, seja para pagar uma promessa ou por pura curiosidade. O santuário, que começou com uma pequena capela no local onde em 1917 Lúcia, Jacinta e Francisco viram Nossa Senhora pela primeira vez, hoje ocupa uma área com o dobro do tamanho da Praça de São Pedro, no Vaticano.
O lugar mais procurado e onde se podem observar as maiores demonstrações de fé é a Capela das Aparições. Era ali que estava a azinheira sob a qual a Virgem apareceu. A árvore acabou sendo destruída pelos próprios peregrinos, que arrancavam seus galhos. Hoje, em seu lugar, está a famosa imagem de Nossa Senhora. Ali ocorrem missas várias vezes ao dia em diferentes idiomas e, ao seu lado, está uma área onde são acendidas centenas de velas diariamente. É impossível ignorar o hipnotizante som dessas velas ardendo e derretendo misturado ao sussurro das orações.
Eu acendi 05 velas, 01 pedindo proteção aos familiares, 01 aos amigos, 01 aos animais e 01 proteção pra mim e mais 01 agradecendo tudo de bom que recebo nesta vida e olha que tenho que agradecer muito viu. Então meus queridos, sintam se protegidos por Nossa Sra de Fatima, amem!

Saímos de Fatima e seguimos para almoçar na Serra da Estrela, meus cunhados Olsen e Marlene super recomendaram este lugar.
Uma estrada sinuosa serpenteando a serra, coberta de vegetação verde, coníferas de varias espécies, riachos com correnteza forte oriundos do degelo, frutos, flores, parreirais, ovelhas e vilarejos, tudo parecendo sair de filmes, um lugar lindo de viver.

Na caminho vimos varias áreas com queimadas, mais tarde pesquisando li que esta é uma forma de manuseio da terra para limpar o mato e renovar as pastagens, fazem de forma controlada . A ideia é evitar as queimadas clandestinas e criar condições para que o efeito do fogo não seja tão severo para os ecossistemas subterrâneos.

Chegamos 14;30hs a Aldeia Sameiros, procuramos um restaurante mas estava tudo fechado, demos uma volta e encontramos um bar, Tita pergunta por almoço e o atendente bravo diz que fechou há 10 minutos, mesmo bravo abre o restaurante para nos servir rsrsr. Mais tranquilo nos serve uma deliciosa feijoca (uma feijoada de feijão branco, tinha umas pelancas que não conhecíamos e só depois percebemos serem orelhas de porco em tirinhas kkkk, hum, uma delicia rsrsr) uma passeada pela aldeia, passamos num mercadinho local, conversei com uma vozinha e quase não entendi nada do que ela falou. Fiz a Dani roubar uma Clementina (mexerica) num dos inúmeros pés carregados de frutas maduras, não entendo, esse povo não colhe os frutos. Em todas as cidades que passamos desde Mérida, todas as ruas e praças tem pés de mexerica, estão todas maduras e ninguém pega/colhe. Ate achei que eram ruins, mas a minha estava delicinha kkk, mesmo tendo dado um piriri a noite, não sei se foi a feijoca a fruta ou a praga da portuguesa me xingando pelo roubo kkkkkkkk
(No inverno, a neve toma conta do pedaço e a Serra da Estrela vira o centro da diversão nacional por causa da sua estação de esqui. O ponto mais alto alcança 1.993 metros e está marcado por uma torre de pedra. Nas encostas, pipocam povoações de granito, rebanhos de ovelhas e pousadas de charme. E pelos arredores há aldeias erguidas em pedra escura, escondidas entre rios e vegetação. No verão, a serra não perde a graça. Lagoas  formadas pelo degelo tratam de decorar a paisagem.


Da Serra seguimos para Santa Maria da Feira, Aveiro. Chegamos as 19;30 e ainda cheios do almoço fizemos um lanche no quarto do hotel, um resort para dizer a verdade muito bacana. (Feira Pedra Bela Hotel) Na recepção também fomos reconhecidos e ficamos batendo papo um tempão.

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7º dia – Aveiro – Porto (15/05/16)

Chegamos em Porto as 10;00 da manha, Fred um amigo português da Dani nos recebeu e nos acompanhou para conhecer o centro histórico de Porto.
Estação São Bento, Torre dos Clérigos, Livraria Lello, mercado, muralha, vielas e becos, miradouro, enfim, centro histórico. Adoooro os becos e vielas, as portuguesas conversando em alto e bom som parece estar brigando rsrsrs. Todas as casas com vasos de plantas nas portas e janelas. Roupas coloridas caindo dos varais nas janelas, aff me sinto em casa nestes lugares, meus olhos riem e brilham com esta paisagem.
Almoçamos num restaurante acolhedor, prato típico de Porto, uma francesinha  acompanhada de sangria, QUE DELICIA, super recomendo. (A francesinha tem a forma de um sanduíche e é constituída por linguiça, salsicha fresca, fiambre, carnes frias e bife de carne de vaca ou, em alternativa, lombo de porco assado e fatiado, coberta com queijo posteriormente derretido. É guarnecida com um molho à base de tomate, cerveja e piri-piri. Acompanhada de ovo estrelado (no topo do sanduíche) e batatas fritas). Engordei só de escrever o que comi ;).
Após o almoço seguimos para a Vila Nova de Gaia, o lado de lá do Rio Douro. Caminhando cruzamos a Ponte D.Luiz I, queríamos visitar a vinícola Ferreirinha, mas a próxima visita seria as 17;30 hs e ficaria tarde para nos, fomos a loja, compramos algumas garrafas e voltamos para o centro, mas não foi fácil assim não, todo o percurso em subida com escadas, debaixo do sol ardido  e depois da deliciosa francesinha, sentiu o drama? Rsrsrsr
Fred é hiper bacana, já esteve em Sampa duas ou três vezes, na próxima vinda iremos retribuir o carinho e atenção que teve com a gente. Fabiana por favor nos avise quando Fred estiver por aqui viste?
Seguimos ate o apartamento B&B que locamos, bem no centro, bem localizado, da artista plástica Dalila, recomendo. Recebemos as chaves, deixamos as malas grandes, separamos uma troca de roupas e seguimos para Campo no Valongo encontrar uma querida, Eliana Grecco.
Eliana foi uma das responsáveis de nossa entrada no off road, consertamos nossa primeira rural em sua oficina mecânica, com ela fizemos nosso primeiro passeio e trilha. Depois de uns anos Eliana mudou se para Angola, morou por 08 anos lá e agora esta morando em Portugal.
Tita avisou de nossa viagem, ela se ofereceu para nos hospedar, Tita recusou, pois já tínhamos hotel, esses dois conversando não chegaram num acordo, ele mal sabia do convite ela mal sabia da recusa rsrsrsrs. Eliana nos aguardou com jantar a noite de 14/05, chegamos só em 15/05 a tarde e ainda iriamos embora 16 /05 a noite e ela já havia reservado 03 dias para nos acompanhar, definitivamente o Tita não serve para contato de viagem rsrsrsrsrs.
Chegamos em Campo no Valongo a tardinha, um bairro lindo, uma casa incrível, mas o importante mesmo foi encontrar Eliana, parece que o tempo voltou 10 anos, sentamos e conversamos como se tivéssemos nos visto semana passada. Eliana ainda esta com as gatinhas Serena e Olga, velhinhas, mas fortes e saudáveis. Passou uns perrengues para leva las para Angola e agora Portugal, mas isto só me faz ter mais admiração por ela, quem ama não deixa os seus para trás.
Muito vinho, muitos beliscos e muita risada, saímos para jantar e tivemos muita comida deliciosa. O bom de visitar locais fora do turismo rotineiro é que aproveitamos a verdade local dos moradores. Restaurante aconchegante, atendimento maravilhoso, culinária delicinha. Muito vinho e Tita ainda provou uma bagaceira. Tita ficou tão alegre que nem percebeu o porre rsrsrsrs, parecíamos malucos de tanto que riamos.
Voltamos para casa e finalizamos com um Porto, Tita finalizou com dois rsrsrsr.

Eliana esta muito bem acomodada, a casa é ampla e linda, um Jeep na garagem, um jardim pra cuidar e um mundo para passear, pensa numa pessoa realizada! Ah mas falando em Eliana muda um pouco, uma pessoa incrível sempre em busca de algo novo, desafios, conquistas, tenho certeza que logo ela inventa algo.


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8º dia – Porto (16/05/16)

Delicioso café da manha e partimos para Régua em busca de aventura e bons vinhos. Seguimos por estrada nacional onde temos mais contato com os vilarejos. O GPS fez uma salada e fizemos caminhos totalmente diferentes do que estávamos esperando. Mas ainda assim percorremos longo trecho ao lado do Rio Douro, moradias encravadas nos barrancos, O charme das vinhas que nascem em meio a um relevo totalmente diferente do qual estamos acostumados a ver, o rio que corta toda a região, o sol entre as montanhas que faz um jogo de luz e sombra interessante na paisagem que deve ser visto pessoalmente e não apenas por fotos ou relatos.
Uma parada para um café e uma banca de cerejas colhidas no quintal, ah que delicia.
Chegamos ao Peso da Régua, também conhecida apenas por “Régua”, é uma cidade do Norte de Portugal, sede de concelho, situada em Trás-os-Montes, junto ao Rio Douro, conhecida por ser a capital da região demarcada que produz o célebre vinho do Porto. 
A estação de trem, lojas e a calmaria. Por ser turística os preços dos vinhos estavam para turistas rsrsrs. Valeu pelo passeio.
Voltamos para a estrada e seguimos para Amarante, uma encomenda da amiga da Dani nos fez conhecer esta outra cidade que muito nos fez rir.
Esta encantadora vila é caracterizada pelas suas casas com varandas, estradas sinuosas e vinhas circundantes. Esta é a cidade natal de São Gonçalo, aqui vêm diversos solteiros em peregrinação, na esperança de encontrar o amor verdadeiro.
A amiga encomendou um Gonçalinho, um pãozinho milagroso e para a simpatia dar certo precisávamos puxar o cordão do manto de São Gonçalo que fica na sacristia da igreja, imagina se nos três malucas não saímos a procura da sacristia da igreja, lideradas pela Eliana é claro, se fossemos só eu e Dani, nunca teríamos achado o Santo atrás da porta rsrsrsrs. As beatas passavam por nós com cara fechada, parecia que estava escrito em nossa testa o que estávamos procurando rsrsrsrs. Dani tem a foto puxando a cordinha, eita que agora vai dar certo rsrsrsrs.
Almoçamos a famosa alheira, (A alheira é um enchido típico da culinária portuguesa cujos principais ingredientes podem ser carne de aves, pão, azeite, banha, alho e colorau.). Achei meio gordurosa, mas estava muito bom, Lucia Romano adoooora, se eu pudesse teria trazido para ela.
Pegamos estrada novamente e voltamos para Porto. Tudo que é bom dura pouco, nosso tempo com Eliana foi muuuuuito pouco, tínhamos que dormir no B&B e entregar as chaves pela manhã. Tínhamos reservas em Santiago de Compostela no dia seguinte e não podíamos falhar.
Mas esta terra linda e maravilhosa merece bis, quem sabe Eliana fique por lá e na próxima EU farei o contato com ela e antes de qualquer reserva vejo a programação de quem entende de Portugal rsrsrs

Ah minha querida muuuito obrigada pelos momentos maravilhosos que passamos juntos, o tempo não passa para aqueles a quem amamos e queremos bem. Logo nos veremos novamente. Espero te aqui em Sampa para retribuir o carinho.


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9º dia – Porto – Santiago de Compostela (17/05/16)

Antes de partir de Porto passamos no mercado central para conhecer um pouquinho dos vegetais e produtos dessa terra linda.
Muito artesanato, azeite, vinhos, laticínios, flores, peixes e carnes, que explosão de cores e sabores. Adoraaaaamos conhecer os mercados locais.
Passamos também no Super Mercado Bolhão. Algumas comprinhas e as 11;00hs seguimos para Santiago de Compostela.
Estrada super tranquila e as 16;00hs estávamos em Santiago, novamente terras espanholas. Sete dias inesquecíveis em terras portuguesas, foi mt pouco teremos que voltar.
A melancólica e violenta costa da Galícia, com suas ondas fustigando incessantemente os rochedos, por séculos proveu as mesas locais dos pescados que lhe fizeram a fama. Por ali chegaram também, diz a tradição, os restos do apóstolo Tiago, fato que colocaria esse canto da Europa no mapa de milhares de peregrinos. Colonizada por tribos celtas que por ali deixaram vestígios tão insuspeitos como a gaita de foles, sua cultura é única – baseada no galego, o idioma latino mais próximo do português –, orgulhosa e cada vez mais valorizada pelos jovens. 
Segundo conta a tradição, o apóstolo Tiago pregou a palavra de Cristo na Hispânia após a morte de Jesus. Em seu retorno à Judeia, foi martirizado e seu corpo levado de volta à Ibéria e ali secretamente sepultado. A descoberta de seu túmulo teria se dado no século IX, por um ermitão guiado por uma estrela (daí o nome Compostela), dando início às romarias, com fiéis vindos de toda a Europa cristã, da Escandinávia à Bretanha.
Existem vários caminhos que levam a Santiago, mas o mais tradicional é o que cruza os Pirineus e se inicia na Espanha a partir de Roncesvalles, o chamado Caminho Francês. Por ele atravessam-se cinco comunidades autônomas espanholas – Navarra, Aragón, La Rioja, Castilla y León e Galícia –, num total de 900 quilômetros. 
Não há só um caminho até Santiago de Compostela. O mais famoso é o francês, mas outros muito percorridos são o Caminho Português (que vem de Braga e Porto), o Caminho Sudeste-de la Plata (que passa por Ourense), o Caminho de Fisterra-Muxía e o Caminho Inglês (vindo do porto de La Coruña). Todos têm suas dificuldades e, em comum, seu final em Santiago de Compostela.
Estamos na Galicia, terra da Xuxa. - Xuxa? Sim aqui todas as palavras tem um x no meio rsrsrsrs.
Xantar (Almoçar) - Xeo (Gelo) - Hoxe (Hoje) - Mensaxe (Mensagem)

Espanha, uma mistura danada.
O “catalán” é falado na Cataluña, onde fica Barcelona.
O “balear” é falado nas Ilhas Baleares, onde estão Ibiza e Palma de Mallorca, por exemplo.
Na comunidade Valenciana (onde obviamente se encontra a cidade de Valencia), se fala o “valencià”.
Na Galícia, onde estão A Coruña e Santiago de Compostela, o idioma co oficial é o “gallego”, uma língua que mistura espanhol com português.
Já no País Vasco, se fala o “euskera”, que é considerada uma língua “ilhada”, pois não se parece com nenhum idioma falado hoje em dia.
Ainda existe o “aranés”, falada no Valle de Arán.
O castelhano é a única língua oficial em Astúrias, Cantábria, La Rioja, Aragón, Castilla y León, Madrid, Castilla-La Mancha, Extremadura, Andalucía, Canárias, Murcia, Celta, Melilla e grande parte de Navarra.

Bem, chegamos a tardinha, localizamos nosso hostel num beco, nos acomodamos e fomos andar, eita como andamos nesta viagem. Mas foi gratificante percorrer cada cantinho, descobrir culinárias, vestimenta, arquitetura, língua, um intensivão rsrsrs.
Pegamos nosso mapinha no posto turístico, aliás, em todas as cidades a primeira coisa a fazer e pegar o mapa turístico e seguir as orientações, quem tem tempo e gosta, entra em todas as igrejas, museus, conventos. No nosso caso ficamos felizes de passar em frente, conhecer e seguir. Um ou outro nos chama a atenção e dedicamos um pouco mais de tempo.
No mapa de Santiago existe uma rota a ser seguida passando por todos os pontos. Fizemos o centro histórico. Passando pela enorme Praça do Obradoiro, ponto de chegada dos peregrinos.  Por receber o povo cansado, suado e acabado rsrsrs a praça tem cheirinho de suor e xixi, não é muito bom não rsrsrs, a Catedral está em obra e não pudemos visita-la. Andamos pelas vielas e chegamos numa praça da universidade, estava havendo uma feira de livros. Ficamos observando a quantidade de casais jovens e nem tão jovens com tantos filhos pequenos. Bebezinhos em carrinhos e num frio medonho rsrsrs, parece que há um incentivo para os casais terem filhos. Muita cerveja e salgados nas barracas. Aparentemente este tipo de evento é bem frequentado pelos moradores locais. Santiago de Compostela também é conhecida por sua vida universitária, por conta de sua universidade fundada em 1495, com mais de 30 mil alunos e cerca de 2.000 docentes.
Povo alegre e festeiro, assistimos a danças e musicas tocadas na gaita de fole numa das praças.
Visitamos jardins lindos explodindo em camélias.  Numa das praças tinham muitas barracas com jogos, tiro ao alvo, comidas típicas, lotado de gente, nem parecia ser terça feira.
Havia um campeonato de lançamento de pedra, rsrsrs dois jogadores de cada lado, era uma final de campeonato. O jogador precisava derrubar um alvo com uma pedra. Havia troféus para todos e jamón pata negra para o primeiro lugar.
Queríamos esperar o por do sol neste parque, afinal havia um mirante, mas já eram 21;00 horas e nada do sol baixar rsrsrsrs. Retornamos ao centro, jantamos e já era tarde quando retornamos ao hostel.



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