17/08/2016

Diário de Bordo

Portunha

9º dia – Porto – Santiago de Compostela (17/05/16)

Antes de partir de Porto passamos no mercado central para conhecer um pouquinho dos vegetais e produtos dessa terra linda.
Muito artesanato, azeite, vinhos, laticínios, flores, peixes e carnes, que explosão de cores e sabores. Adoraaaaamos conhecer os mercados locais.
Passamos também no Super Mercado Bolhão. Algumas comprinhas e as 11;00hs seguimos para Santiago de Compostela.
Estrada super tranquila e as 16;00hs estávamos em Santiago, novamente terras espanholas. Sete dias inesquecíveis em terras portuguesas, foi mt pouco teremos que voltar.
A melancólica e violenta costa da Galícia, com suas ondas fustigando incessantemente os rochedos, por séculos proveu as mesas locais dos pescados que lhe fizeram a fama. Por ali chegaram também, diz a tradição, os restos do apóstolo Tiago, fato que colocaria esse canto da Europa no mapa de milhares de peregrinos. Colonizada por tribos celtas que por ali deixaram vestígios tão insuspeitos como a gaita de foles, sua cultura é única – baseada no galego, o idioma latino mais próximo do português –, orgulhosa e cada vez mais valorizada pelos jovens. 
Segundo conta a tradição, o apóstolo Tiago pregou a palavra de Cristo na Hispânia após a morte de Jesus. Em seu retorno à Judeia, foi martirizado e seu corpo levado de volta à Ibéria e ali secretamente sepultado. A descoberta de seu túmulo teria se dado no século IX, por um ermitão guiado por uma estrela (daí o nome Compostela), dando início às romarias, com fiéis vindos de toda a Europa cristã, da Escandinávia à Bretanha.
Existem vários caminhos que levam a Santiago, mas o mais tradicional é o que cruza os Pirineus e se inicia na Espanha a partir de Roncesvalles, o chamado Caminho Francês. Por ele atravessam-se cinco comunidades autônomas espanholas – Navarra, Aragón, La Rioja, Castilla y León e Galícia –, num total de 900 quilômetros. 
Não há só um caminho até Santiago de Compostela. O mais famoso é o francês, mas outros muito percorridos são o Caminho Português (que vem de Braga e Porto), o Caminho Sudeste-de la Plata (que passa por Ourense), o Caminho de Fisterra-Muxía e o Caminho Inglês (vindo do porto de La Coruña). Todos têm suas dificuldades e, em comum, seu final em Santiago de Compostela.
Estamos na Galicia, terra da Xuxa. - Xuxa? Sim aqui todas as palavras tem um x no meio rsrsrsrs.
Xantar (Almoçar) - Xeo (Gelo) - Hoxe (Hoje) - Mensaxe (Mensagem)

Espanha, uma mistura danada.
O “catalán” é falado na Cataluña, onde fica Barcelona.
O “balear” é falado nas Ilhas Baleares, onde estão Ibiza e Palma de Mallorca, por exemplo.
Na comunidade Valenciana (onde obviamente se encontra a cidade de Valencia), se fala o “valencià”.
Na Galícia, onde estão A Coruña e Santiago de Compostela, o idioma co oficial é o “gallego”, uma língua que mistura espanhol com português.
Já no País Vasco, se fala o “euskera”, que é considerada uma língua “ilhada”, pois não se parece com nenhum idioma falado hoje em dia.
Ainda existe o “aranés”, falada no Valle de Arán.
O castelhano é a única língua oficial em Astúrias, Cantábria, La Rioja, Aragón, Castilla y León, Madrid, Castilla-La Mancha, Extremadura, Andalucía, Canárias, Murcia, Celta, Melilla e grande parte de Navarra.

Bem, chegamos a tardinha, localizamos nosso hostel num beco, nos acomodamos e fomos andar, eita como andamos nesta viagem. Mas foi gratificante percorrer cada cantinho, descobrir culinárias, vestimenta, arquitetura, língua, um intensivão rsrsrs.
Pegamos nosso mapinha no posto turístico, aliás, em todas as cidades a primeira coisa a fazer e pegar o mapa turístico e seguir as orientações, quem tem tempo e gosta, entra em todas as igrejas, museus, conventos. No nosso caso ficamos felizes de passar em frente, conhecer e seguir. Um ou outro nos chama a atenção e dedicamos um pouco mais de tempo.
No mapa de Santiago existe uma rota a ser seguida passando por todos os pontos. Fizemos o centro histórico. Passando pela enorme Praça do Obradoiro, ponto de chegada dos peregrinos.  Por receber o povo cansado, suado e acabado rsrsrs a praça tem cheirinho de suor e xixi, não é muito bom não rsrsrs, a Catedral está em obra e não pudemos visita-la. Andamos pelas vielas e chegamos numa praça da universidade, estava havendo uma feira de livros. Ficamos observando a quantidade de casais jovens e nem tão jovens com tantos filhos pequenos. Bebezinhos em carrinhos e num frio medonho rsrsrs, parece que há um incentivo para os casais terem filhos. Muita cerveja e salgados nas barracas. Aparentemente este tipo de evento é bem frequentado pelos moradores locais. Santiago de Compostela também é conhecida por sua vida universitária, por conta de sua universidade fundada em 1495, com mais de 30 mil alunos e cerca de 2.000 docentes.
Povo alegre e festeiro, assistimos a danças e musicas tocadas na gaita de fole numa das praças.
Visitamos jardins lindos explodindo em camélias.  Numa das praças tinham muitas barracas com jogos, tiro ao alvo, comidas típicas, lotado de gente, nem parecia ser terça feira.
Havia um campeonato de lançamento de pedra, rsrsrs dois jogadores de cada lado, era uma final de campeonato. O jogador precisava derrubar um alvo com uma pedra. Havia troféus para todos e jamón pata negra para o primeiro lugar.
Queríamos esperar o por do sol neste parque, afinal havia um mirante, mas já eram 21;00 horas e nada do sol baixar rsrsrsrs. Retornamos ao centro, jantamos e já era tarde quando retornamos ao hostel.



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