21/08/2014

Expedição Jalatina - Jalapão x Chapada diamantina - 3o dia - 30/07/14

Diário de Bordo

30/07/14 – Ponte Alta

No café servido na cozinha da Dona Neide, resolvemos nosso primeiro roteiro. Iríamos visitar o Rio Soninho e a Cachoeira da Fumaça.
O sossego do povo de lá nos contagia e até sairmos da pousada e abastecer já eram 10 horas. O Tita ajeitou o GPS e saímos. Esses GPSs são perdidos rsrsrs até ele se achar já estávamos saindo da cidade, ai mandou voltar e ir por outro caminho, ficamos rodando um tempão até o Tita usar seu senso de orientação rsrsrs e pegamos o caminho certo rsrsrs.
A poeira vermelha começa impregnar tudo na viatura rsrsrs, o sol muito quente, a mata é verde, mas é espinhenta, casebres e chegamos à cachoeira do Rio Soninho, linda imponente com águas fortes, só podemos apreciá-la do alto. Rodamos mais um pouco e chegamos ao Rio Soninho, ai sim, suas águas mansas correm por uma lage de pedra e caem num degrau delicioso. Na outra visita que fizemos havia uma excursão de ônibus com muita gente e nem pudemos aproveitar muito, mas desta vez o rio era só nosso. 
Após um banho demorado e gelaaaaaado rsrsrs resolvemos preparar um almoço ali debaixo das árvores e aproveitar uma bela quarta-feira de sol. Um maravilhoso macarrão na panela de pressão e em 15 minutos estávamos mangiando una bela pasta.
As mutucas estavam esfomeadas e começaram as minhas marcas que me acompanharam a viagem toda.
Levantamos acampamento e seguimos pela estrada. As sempre vivas com seus cachos de flores parecendo bouquet de noiva e capim dourado aqui e acolá. Chegamos à ponte de madeira que liga Ponte Alta a Rio da Conceição. A ponte já esta velha e faltando tábuas, precisando de manutenção, o pé de buriti ainda está lá imponente e seguro no meio das pedras do rio. Na outra viagem descemos margeado o lado direito do rio para avistar a cachoeira, mas desta vez nos indicaram passar a ponte descer o caminho pelo lado esquerdo e assim fizemos. Ficamos um bom tempo no mirante em cima da cachoeira e depois descemos por uma trilha ao lado dos paredões de pedra e entramos por baixo da cortina de água da cachoeira. Divino, um barulho ensurdecedor com uma visão magnífica. Ficamos um tempão admirando tamanha beleza. Voltamos para a viatura e pegamos caminho de volta à Ponte Alta.
Na volta, iríamos passar na Pedra Furada apesar de eu não gostar, mas já estava escurecendo e tivemos que seguir direto para a cidade.
Na estrada encontramos mais araras voando e corujinhas que insistiam ficar na estrada.        
A noite caiu rapidamente, por duas vezes paramos a viatura para apreciar o lindo céu estrelado. 
Chegamos à cidade, jantamos espetinhos novamente e nos recolhemos.

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