12/11/2011

Diario de bordo 11\11\11

Diário de bordo
11\11\11 – Itaituba-PA x Fordlândia x Alter do Chão

Ficamos no melhor hotel da viagem até aqui, Hotel Apiacás, depois do super café da manhã saímos para pegar a balsa e atravessar o Rio Tapajós, quase 3km de extenção, lindo!!!
Saindo da balsa chegamos a uma vilazinha bem precária, ruas de terra, cães magrinhos e muita gente na rua.
Choveu muito à noite e a terra estava bem molhada e escorregadia, rodamos uns 30 km e pegamos o entroncamento com a 163.
A rodovia parece um tobogã, as obras estão a todo vapor, caminhões e tratores por todo o lado. Por causa da chuva a rodovia virou um sabão, as viaturas vão andando de lado e a velo não passa de 30km/h. No baixadão tem que pegar embalo pro subidão, afe, a viatura vai sambando.
Num subidão havia um caminhão baú volvo patinando tentando subir, paramos do lado e perguntamos ao motorista se precisava de uma forcinha, o que foi aceito na hora. Yesssss vamos puxar um caminhão e não era de madeira viu Joãoponeiz! rsrsrsrsrs
Alinhamos as 3 viaturas, mas resolvemos colocar a X-Salada pra puxar, pois estava na frente dele. O Tita saiu de lado para dar passagem e a bagaça foi linda de se ver. A X-Terra puxando e sambando na frente do baú. A X-terra não deu conta e o troller mais a frente deu uma ajudinha e num instante a bagaça tava liberada e foi embora subindo o morro escorregadio.
Estavámos indo para Fordlândia (Forlândia como dizem por aqui) e neste trecho tínhamos passado a entrada da estrada. Tivemos que voltar 8 km e seguimos por uma estradinha bem conservada por 48 km. Devido à chuva da noite o mato à beira da estrada estava todo dobrado, moradores nos disseram que o riozinho que acompanha a estrada subiu 1m e inundou a estrada nos pontos baixo, tivemos que atravessar 2 trechos alagados para chegar à Fordlândia.
Chegamos na cidade +/- 14h, os galpões estão lá abandonados, torno, furadeira de mesa, caldeira, trocador de calor, gerador, bastante ferramenta, um engesa, 1F75 ambulância, 1 caminhão militar americano, e muitas sobras de móveis do hospital que foi desmontado. Um banquete para os apreciadores, vale cada km da estrada para chegar até ali.
A cidade é simples, tem uma escola bem grande, estão fazendo umas obras na praça em frente à igreja e reformando um dos galpões. Aparentemente irão cuidar um pouco mais do local.
Fizemos um lanche rápido e voltamos chegando à BR 230 por volta da 17h.
Agora com o calor do dia a rodovia já havia secado e o sabão virou poeirão, a velo aumentou e seguimos para Rurópolis. O céu ao longe ficando preto, a chuva em breve nos pegaria, ou pegaríamos a chuva uma vez que estávamos indo ao seu encontro.
BR 230, Tobogã até Rurópólis e conseguimos chegar às 18:30h. A chuva já havia passado por lá, a terra esrava bem molhada e pegamos a BR 163. Ai a brincadeira começou realmente, a estrada toda em obras, terra vermelha e grudenta, canteiros de obras, muito veículos e caminhões transitando, o sobe e desce que não acaba, as viaturas rodando de lado, caminhões travando a rodovia, filas de veículos esperando a vez de seguir.
Numa das paradas foi 01 caminhão que atravessou a pista, tentamos chegar o mais perto e o caminhão foi liberado, seguimos a viagem e o caminhão ia sambando à nossa frente, um caminhão que vinha subindo num trecho quase pega o troller do Possato, a bagaça vem sem rumo rsrsrsrs. Uma Kombi lotada de pessoas também vinha subindo de lado e quase nos pega, o Gaspar teve que subir num morro pra não amassar a XT. Foi a maior adrenalina este trecho, posso dizer que o melhor até o momento.
Duas horas de rally em 60 km de lama e chegamos ao asfalto, rodamos mais 150 km e entramos sentido Belterra, pegamos uma trilha e rodamos mais 22 km até chegarmos em Alter do Chão (optamos pela trilha para evitar o caminho de 70 km a mais de asfalto).
Chegamos em Alter às 22:40h. 422 km, 13 horas e muita chuva, lama, adrenalina, satisafação e alegria por termos vencido mais uma etapa da viagem.

11\11\11 – Itaituba PA x Fordlândia x Alter do Chão

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