14/11/2011

Diário de bordo - 13\11\11

Diario de bordo
13\11\11 – Alter do Chão x Santarém x Medicilândia

Saímos à noite pra comer um lanche. A praça é o único lugar que tem internet e é grátis. Senta na praça e conecta, o problema é a velocidade e o número de gente conectada. Tentei fazer os álbuns de fotos no Picasa e por duas vezes perdi tudo na travada da net, fui dormir brava, rsrsrsrs.
A noite caiu a maior chuva com direito a trovões e tudo. O Gaspar e o Pepa saíram pra tomar café com as tolhas na cabeça para não se molharem, rsrsrs.
Fechamos a conta e saímos. Seguimos para Santarém, 10 minutos depois o Gaspar avisa pelo rádio que a luz do óleo tá acendendo. Pára todo mundo debaixo de chuva e ficam 6marmanjos olhando e palpitando dentro do motor da XT. Ao completar o óleo, a vedação do frasco de óleo caiu dentro da tampa da válvula. Ai desmonta tudo para tirar a vedação e lá se vão 40 minutos parados debaixo de chuva. Em Santarém seguimos até as margens do Rio Tapajós no encontro com o Rio Amazonas, mistura de águas claras com barrentas. Neste trecho o rio deve ter uns 5km de largura, suas margens são cheias de barcos e a cidade é cheia de urubus vira-latas, rsrsrsrs, os pássaros ficam perambulando pela cidade revirando as latas de lixo.
Seguimos viagem e com 100km rodados, ao meio dia, pegamos mais uma balsa.
Estamos rodando na PA 360 para cortar caminho. A outra opção seria voltar pela BR 163até Rurópolis e de lá seguir pela BR 230 até Altamira. Economizamos +/- 70km.
A rodovia é fantástica, todos a quem pedimos informações disseram que não passa, que está cheia de erosões e muitos caminhões de madeira pelo caminho e se chover então ninguém sai. Adivinha?! Fomos por ela é claro! rsrsrsrssr
Realmente tem trechos bem precários, vários pontos com aborto do aborto do aborto, rsrsrsrs, até parece a trilha do Pinheirinho com tantos abortos rsrsrs, mas como está seco passamos tranquilos. A mata, às margens da rodovia, está bem preservada embora haja muitas trilhas saindo para dentro da mata e provavelmente seja de lá que saiam tantos caminhões carregados com madeira. As árvores gigantes na beira da rodovia deixam nossas viaturas minúsculas neste mundo verde e maravilhoso. Depois de umas escorregadas no barro branco da rodovia, surgiu mais um problema...a turbina da Hilux (de novo a Hilux!) começou a fazer um barulho tipo sirene de ambulância, mexe daqui e dali, fecha tudo e resolvemos seguir com cuidado até Uruará ver se conseguimos algo pra consertar. No caminho o Edu comentou que pode ser a válvula reguladora de pressão, mas pensa em uma cidade sem CPF!, kkkkkkkkkkkkk, essa é do Xicão. Em Uruará não tem nada, nem peça, nem mecânico, nem lanche, nem almoço e quase não dão informação kkkk. Domingo tudo é fechado. O que tem demais lá são farmácias, contamos umas dez num pequeno trecho que passamos. Vou pesquisar e tentar descobrir pq tem tantas farmácias aqui nesta cidade.
Em Uruará pegamos novamente a BR 230 e continuamos nosso caminho como está seco e quente a poeira levanta. Sobe e desce morros e nas baixadas as pontes de madeira nos igarapés já são nossas conhecidas.
Aqui há muitas motos e caminhões transitando pela BR.
Céu começa a escurecer prometendo chuva, o adiantado da hora e o problema na Hilux nos fez parar em Medicilândia para pernoitar e seguiremos pela manhã até Altamira.
Saímos de Alter embaixo de chuva e vamos dormir com chuva, isto é a Amazônia, quando não chove todo dia, chove o dia todo rsrsrs
13\11\11 – Alter do Chão x Santarém x Medicilândia

Um comentário:

  1. Voces queriam chuva, e chuva estão tendo. Aqui de longe acho que isso tem ajudado a viagem ser mais divertida...será?

    ResponderExcluir