14/05/2013

Diário de Bordo La Nostra Itália 11/04/13


11/04/13

Siena e Vico Equense.

Café maravilhoso, o Ceppo é uma espécie de mercearia-padaria-restaurante-hotel, tem de tudo um pouco e o melhor de tudo é o atendimento, Rafaello  sempre sorridente e falante, gosta de explicar e orientar, deu várias dicas pra passeios e nos indicou uma vinícola onde poderíamos degustar um bom vinho.

Saimos rodando pelos campos, muitas plantações de uvas, muitos suzukis Samurais e muitos Jimnys pelas montanhas e plantações,  gramados coloridos com  florezinha brancas e amarelas, parece que conforme o sol vai esquentando elas vão aumentando, rsrs, muito lindo.

Depois de um tempo rodando chegamos à Rocca della Maciè, degustar vinhos, ai que Delícia!

Os rótulos são apresentados, cada uva, cada sabor, tempo, região e eu só aproveitando “a história”rsrsrs. Quero todos! Falei ao Tita rsrsrs. É tudo muito bom, nem tem o que escolher. Um casal que provava outros rótulos ao nosso lado percebeu que éramos do Brasil, vieram falar com a gente, são do Rio Grande do Sul tchê, eita mundo pequeno, aliás pequeno mesmo, todo lugar que passamos sempre tinha um brasileiro, seja turista ou camelôs rsrsrs, Itália ta lotada de camelô como aqui no Brasil.

Comprinhas feitas seguimos caminho em direção a Siena novamente, mas antes uma parada básica nos campos floridos, que coisa mais linda!!!

Passamos em frente ao Ceppo novamente e resolvemos parar para o almoço, o atendimento é MT bom. Cardápio bem variado pedi ajuda ao Rafaello que me indicou um tipo de sopa de pão com legumes, uma delícia, vou ver como se faz isso, parece pratico e rápido do jeitinho que gosto rsrsrs.

Com vontade de ficar mais, mas a necessidade de partir nos força a seguir, fomos visitar o  centro histórico de Siena.

Como em todas as cidades visitadas, estacionamos longe, caminhamos e nos deliciamos com a arquitetura, história e visual. Ruelas, cortiços, varais, lojas, restaurantes, piazzas e igrejas. Tudo rico, lindo e digno de cada caminhada.

Caminhar é preciso e logo pegamos estrada novamente, os campos, as montanhas com suas vilas no topo, as flores e plantações vão ficando pra trás, Adeus minha Toscana, quem sabe um dia eu consiga voltar e aproveitar um pouco mais desta terra maravilhosa. Por mais que eu fale ou mostre fotos, jamais será igual ter estado nestes locais maravilhosos.

Pegamos autostrada e cortamos um bom trecho da Itália, passamos por Napoli e seguimos até Vico Equense.

A dona da pousada ou B&B, veio nos buscar “no pé do morro”, rsrsrs, me sentia numa favela no Rio ou Salvador. Já estava noite e só víamos que as luzes iam até o céu.

A Bina chegou, fui com ela no carro seguido pelo Tita, Gaspar e Carol no outro carro. Ela ia me contando sobre a vila, lugares, mercados, restaurantes e afins, até dos filhos, casamento, marido, profissão e moradores, rsrsrs, ela é professora então conhece todo mundo no pedaço. E eu ia tentando entender o que ela rapidamente despejava sobre mim, já comentei aqui que parece que eles ganham por palavra dita, afe, como falam rápido e como são amáveis e gentis, tinha relato de que os italianos são bravos, mal humorados e briguentos, foi tudo muito diferente!

A Bina comentou que o estacionamento fica um pouco longe do apartamento, temos que levar a bagagem na mão e por ser tarde, ao chegar perto do apto teremos que NÃO usar as rodinhas da mala pois fazem muito barulho e não podemos incomodar os moradores locais.

As ruas são vielas literalmente, vão contornando o morro e espremem os carros e pedestres para que todos consigam passar. Paramos num estacionamento e pegamos “as poucas”bagagens pra levar, não agüentei, comecei a rir, muita mala, muito peso e nem podia levar arrastando, tinha que carregar, destampei a rir e não conseguia sair do lugar, viemos de tão longe pra carregar malas na favela kkkkkk. O Tita me ajudou e Gaspar ajudou a Carol, conseguimos  chegar e ficamos aliviados, o apto é muito bom, espaçoso e equipado.

Na subida a Bina nos indicou a pizzaria de um aluno dela que é muito boa e a preços justos, só deixamos as malas e descemos pra jantar. A pizza é feita a metro, muito boa mesmo, achamos que sería muito, mas num instante derrubamos a danada, voltamos pro apto, banho e cama pois o  dia foi pra lá de cansativo!.

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