Diário de Bordo
Passeio Serra do Mar – Estrada Velha de
Santos 19/04/15
Trecking
26 participantes.
3 –
Teo, Kika e Alemão
4 –
Daniel, Debs, André e Gi
5 –
Tita, Marcia, Dani, Davi e Bel
3 –
Nelson, Eliane e Gabi
2 –
Pigas e Va
2 –
Prego e Sandra
3 –
Ana, Rafael e Gonzalo
4 –
Rodrigo, Keila, Reinaldo e Marco
Guias
– Beto e Gi
Há
tempos tinha vontade de fazer este passeio, Teo pesquisou e marcou, mesmo que
ninguém mais quisesse, iríamos só nós mesmos.
Do
grupo Cabeçudos poucos aderiram, mas levei a família e alguns amigos da Dani do
IPT e um grupo legal se formou.
Nos
encontramos na entrada do parque as 9:00hs, um pequeno briefing e saímos para
conhecer o percurso.
Um
trajeto de 10km, com vários monumentos pelo caminho e paisagem maravilhosa. O dia
nublado ajudou muuuuuito pois a galera com pouco preparo iria sofrer rsrs.
Logo
no início da caminhada Gabi e Bel já reclamavam estarem cansadas, isso que
ainda estavamos descendo imaginem na volta subindo kkk. Descida tranquila,
vários cliques fotográficos, muitas brincadeiras e logo chegamos à calçada do Lorena.
Descida
íngreme com calçamento em pedras super lisas por conta do lodo verde. Os guias
vão nos contando a história e rapidinho chegamos ao ponto final da descida.
Fizemos
uma parada para o lanche e recarregamos as baterias para a subida.
A
descida foi em comboio ouvindo histórias e orientações, a subida foi bem
dispersa, cada um no seu tempo.
Eu
subi papeando com Teo. Davi e Bel fizeram algumas paradas para respirar rsrsrs.
Não avistamos animais, somente um belo pássaro colorido que até parecia embalsamado
rsrsrs, todos paravam e fotografavam e ele lá só na dele.
Chegamos
à sede cansados, mas alguns colegas chegaram acabados, camisas ensopadas, mas
todos respirando e felizes kkkkkk.
Quatro
horas com descida, paradas para apreciar os monumentos, lanche e subida.
Passeio super tranquilo e delicinha, recomendo afinal contato com natureza,
exercício físico e um pouco de história faz bem ao corpo e a alma.
De
acordo com um comunicado no site este passeio está suspenso L.
Gostou?
Conheça os monumentos e um pouco da história.
Casa de Visitas do Alto da Serra - bem tombado
Construída em 1926, era usada para hospedar visitantes que vinham conhecer as obras do Alto da Serra e da Usina de Cubatão, atual Henry Borden. Atualmente a casa é um centro de apoio ao visitante e abriga exposição sobre a Usina Henry Borden.
Pouso Paranapiacaba
Construção em alvenaria de pedra, tijolos e elementos de granito lavrado e circundado por varandas, integra-se completamente à paisagem. Como homenagem a era automobilística, possui painel de azulejos pintados, retratando mapa do Estado de São Paulo e as estradas existente na época. Era um antigo ponto de parada de carros durante a viagem entre Santos e São Paulo. Paranapiacaba, em tupi, significa "local de onde se vê o mar".
Ruínas do Pouso
Ruínas em alvenaria de pedra da casa que, supõe-se, abrigou funcionários e trabalhadores durante a construção dos Monumentos da Serra, no km 44,5 do "Caminhos do Mar".
Belvedere Circular
Situada no primeiro cruzamento da Calçada do Lorena com a estrada o Caminho do Mar, km 46, a construção em alvenaria de pedras e tijolos do Belvedere Circular, ou "Pouso Circular", era outro ponto de parada e mirante da paisagem local no trajeto da Serra.
Rancho da Maioridade
Ponto de descanso e reabastecimento durante a viagem entre São Paulo e Santos no km 47, seu nome é alusivo a Estrada da Maioridade, construída entre 1841 e 1846. Um painel de azulejos ilustra a subida da Serra por figuras políticas ilustres do século XIX.
Padrão do Lorena
Construído em homenagem a Bernardo José Maria de Lorena, governador-geral da extinta Capitania de São Paulo, no km 47,2. O memorial contempla um medalhão em azulejos retratando Bernardo de Lorena. Os painéis de azulejaria laterais ilustram cenas do século XVIII, como tropeiros e mulas carregando mercadorias.
Pontilhão da Raiz da Serra
Originalmente marcava o início da subida da Serra. Localizado no km 51, possui placa comemorativa sobre a finalização da pavimentação em concreto da estrada Caminho do Mar, em 1925, no governo de Carlos de Campos.
Cruzeiro Quinhentista
Marca a chegada do portugueses no litoral vicentino e as primeiras vias de ligação entre este e o planalto paulista.
Construída em 1926, era usada para hospedar visitantes que vinham conhecer as obras do Alto da Serra e da Usina de Cubatão, atual Henry Borden. Atualmente a casa é um centro de apoio ao visitante e abriga exposição sobre a Usina Henry Borden.
Pouso Paranapiacaba
Construção em alvenaria de pedra, tijolos e elementos de granito lavrado e circundado por varandas, integra-se completamente à paisagem. Como homenagem a era automobilística, possui painel de azulejos pintados, retratando mapa do Estado de São Paulo e as estradas existente na época. Era um antigo ponto de parada de carros durante a viagem entre Santos e São Paulo. Paranapiacaba, em tupi, significa "local de onde se vê o mar".
Ruínas do Pouso
Ruínas em alvenaria de pedra da casa que, supõe-se, abrigou funcionários e trabalhadores durante a construção dos Monumentos da Serra, no km 44,5 do "Caminhos do Mar".
Belvedere Circular
Situada no primeiro cruzamento da Calçada do Lorena com a estrada o Caminho do Mar, km 46, a construção em alvenaria de pedras e tijolos do Belvedere Circular, ou "Pouso Circular", era outro ponto de parada e mirante da paisagem local no trajeto da Serra.
Rancho da Maioridade
Ponto de descanso e reabastecimento durante a viagem entre São Paulo e Santos no km 47, seu nome é alusivo a Estrada da Maioridade, construída entre 1841 e 1846. Um painel de azulejos ilustra a subida da Serra por figuras políticas ilustres do século XIX.
Padrão do Lorena
Construído em homenagem a Bernardo José Maria de Lorena, governador-geral da extinta Capitania de São Paulo, no km 47,2. O memorial contempla um medalhão em azulejos retratando Bernardo de Lorena. Os painéis de azulejaria laterais ilustram cenas do século XVIII, como tropeiros e mulas carregando mercadorias.
Pontilhão da Raiz da Serra
Originalmente marcava o início da subida da Serra. Localizado no km 51, possui placa comemorativa sobre a finalização da pavimentação em concreto da estrada Caminho do Mar, em 1925, no governo de Carlos de Campos.
Cruzeiro Quinhentista
Marca a chegada do portugueses no litoral vicentino e as primeiras vias de ligação entre este e o planalto paulista.
História
Um dos chamados Caminhos do mar de São Paulo, foi aberto, ao final do século XVIII, em função das precárias condições do Caminho do Padre José de Anchieta, que inviabilizavam o transporte do açúcar e demais gêneros do planalto de Piratininga, pela serra do Mar, até ao porto de Santos, no litoral.
Desse modo, em 1790 iniciou-se uma nova via, calçada de pedras, por determinação do governador da capitania de São Paulo, Bernardo José Maria de Lorena. As obras ficaram a cargo do Brigadeiro João da Costa Ferreira, engenheiro da Real Academia Militar de Lisboa. Concluída em 1792, estendia-se por 50 km, reduzindo em cerca de 20% o percurso entre Santos e São Paulo de Piratininga.
É considerada uma das maiores obras da engenharia na colônia, à época, uma vez que transpor os mais de 700 metros de desnível representados pela serra do Mar, numa região de mata densa e altos índices pluviométricos, foi um desafio que, para ser vencido, exigiu de seus construtores a adoção de técnicas ainda inéditas na Capitania de São Paulo. A pedra foi utilizada na pavimentação, na construção de muros de arrimo e de proteção junto aos despenhadeiros e nos canais pluviais da Calçada. Nas curvas do trecho de serra, caixas de dissipação desviavam para fora da via as águas conduzidas pelos canais pluviais.
Menos íngreme, foi a primeira via a possibilitar o trânsito de tropas de muares, consumindo apenas dois dias na subida.
Uma das mais importantes viagens realizadas por essa via ocorreu em 1822, uma vez que por ela, o Príncipe-Regente D. Pedro subiu a serra em direção a São Paulo, vindo a proclamar, a 7 de setembro, a Independência do Brasil.
Os remanescentes da calçada encontram-se preservados e abertos à visitação turística no trecho que se estende do seu início, no planalto, até ao seu terceiro encontro com a Rodovia Caminho do Mar.
No governo de Washington Luís (1926-1930) foi recuperada a Estrada do Mar e construído o Belvedere e o Padrão do Lorena, em homenagem ao construtor da Calçada, que na época em que foi construída, era uma das mais modernas estradas do mundo.
Visite o site oficial do projeto: http://www.caminhosdomar.org.br/
Funcionamento: terça a domingo
Horário: ENTRADA às 9 horas (tolerância de entrada até às 9h30)
e SAÍDA nos portais até as 16 horas.
Agendamento de visita (obrigatório): Pelo telefone (13) 3372-3307
(13) 3372-3307
ou pelo e-mail caminhosdomar@caminhosdomar.org.br.
ATENÇÃO: O atendimento pelo telefone é realizado de segunda a sexta,
das 9 às 17 horas.
Acesso: Por São Bernardo do Campo - Rodovia SP-148,
estrada Caminho do Mar, km 42
Por
Cubatão - Rodovia SP-148, estrada Caminho do Mar, km 51, junto à
Refinaria Presidente Bernardes.
Recomendações: usar roupas e calçados confortáveis, repelente e boné, protetor
solar, capa de chuva, saquinho para lixo. Levar lanches e água. Proibida a
entrada de animais domésticos, bicicletas, skate, motos e rolimã. Proibido o
consumo de bebidas alcoólicas.
Idealização: EMAE - Empresa Metropolitana de Águas e Energia
Gestão: Fundação Energia e Saneamento
Interveniência: Departamento de Estradas de Rodagem (DER)
Gestão: Fundação Energia e Saneamento
Interveniência: Departamento de Estradas de Rodagem (DER)
COMUNICADO
Em 02/12/2013,
a Fundação Energia e Saneamento formalizou, com a Empresa Metropolitana
de Águas e Energia S.A. - EMAE, um Termo de Cooperação Técnico Operacional para
conservação e operação do projeto Ecoturismo Caminhos do Mar, promovendo as
atividades de visitação pública, educação e sensibilização ambiental.
Considerando
que esta parceria não será renovada, nossa instituição ficará responsável pela
gestão do empreendimento até o dia 28/06/2015.
Os
agendamentos para visitas monitoradas de escolas, público em geral e outras
atividades relacionadas a partir do mês de julho/2015, e que teriam
início em 01/06/2015, ficam suspensos por prazo indeterminado.
Assim que
recebermos informações do novo gestor do empreendimento, as disponibilizaremos
no site oficial do projeto (www.caminhosdomar.org.br) e nas redes
sociais (https://www.facebook.com/ecoturismocaminhosdomar).
Agradecemos
a todos que nos privilegiaram com a sua visita, e pelo apoio e confiança em
nosso trabalho.
São Paulo,
29 de maio de 2015.
Fundação Energia e Saneamento
Fontes:
Fotos
Marcia:
Márcia
Colevati
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