Diário de Bordo
Serra da Canastra – 18 a 20/09/15 - MG
Participantes:
1 - Pajero – Possato, Terezinha, Felipe e
Gabriel
2 – Hulix CD – Tita, Marcia, Edu e Junior
3 – Xterra – Teo, Kika, Dani e Debs
4 – Gran Vitara – Alemão e Tuca
5 – Camper – Ghetti e Sabrina
6 – Hilux SW – Prego, Sandra, Gio, Denise e
Paola
Saímos de Sampa sexta a tarde, Rodovia dos
Bandeirantes posto Frango Assado, as 13:40 Alemão liga dizendo estar em casa
ainda com problemas particulares, Prego avisa que ainda está na W. Luiz, Possato
na Marginal Tiete a caminho.
Nós, Teo e Ghetti resolvemos seguir e os
“atrasildos” nos alcançariam em algum ponto.
Seguimos tranquilos, pouco tempo depois
Possato nos alcança e vem chamando pelo rádio pedindo pra liberar o canal,
Ghetti que não conhece Possato não entende a brincadeira e fica invocado com o
cara que pede pra liberar o canal, Teo percebe o mal entendido e zoa o Ghetti
avisando que Possato é nosso amigo e acabou de chegar ao comboio rsrsrs.
Tita puxando o comboio vai seguindo na média
da estrada evitando abusos e devagar para esperar os “atrasildos”. Em contato
com Prego e Alemão soubemos que estavam uma hora atrás de nós.
Fizemos uma parada pra café e seguimos.
Passamos por Passos e onde havia balsa para atravessar o Rio Grande hoje tem
uma bela ponte, seguimos até São João Batista do Glória e resolvemos esperar
Prego e Alemão que já estavam perto.
Possato e Ghetti seguiram para a pousada, os
Possatinhos precisavam de banho e jantar e Ghetti seguiu junto por segurança.
Ficamos na praça e para variar Kikinha fez amizade com um monte de doguinhos
que namoravam o carrinho do churrasquinho de gato rsrsrs. Em meia hora os
atrasildos chegam, Prego abastece a viatura e nós todos seguimos. Alemão e
Prego vão acelerando na frente, nós e Teo ficamos no fecha. O tempo seco faz as
estradas de terra formar um imenso poeirão e por segurança vamos mais devagar e
com espaço bem grande. Zuamos Alemão e Prego dizendo que ficamos meia hora
esperando eles e ambos nos deixaram pra trás comendo poeira rsrsrs.
Chegamos à Pousada Boa Esperança da Dona
Gasparina e Sr Ênio às 20:30hs, um belo e delicioso jantar nos esperava. Mt
conversa, brincadeiras e cervas e nos recolhemos,
teríamos muita coisa pra ver no dia seguinte.
As 06:00 da matina ouço Sr Ênio
gritando/chamando: - Vaca, vaca, vaca! Kkkkk comecei a rir e não dormi mais
rsrsrsrs . Eles levantam cedo pra tirar leite e preparar o café.
Um belo café da manha com queijo, café, leite,
pão caseiro, biscoitinho, bolos, frutas, ovos, manteiga e doce, me acabei,
deixei a dieta de folga e cai de boca rsrsrs
Na noite anterior havíamos marcado saída pro
passeio as 9:00 horas e a galera correu e se aprontou, acho que todo mundo
ouviu o chamado da vaca rsrsrsrsrs
Comboio pronto saímos rumo a escadaria de
pedra, saindo da pousada seguimos por estrada de terra onde o poeirão impera,
longa distância um do outro para ter visão e evitar problemas. Subimos a serra
calçada de onde temos um belo visu do Vale da Matinha e que nos liga ao Vale da
Babilônia.
No alto da serra um belo tapete de flores
brancas, a planta parece um pé de abacaxi, espinhuda e dela sai lindas e
delicadas florezinhas que embelezam e encantam a serra.
Do outro lado avista-se o belo vale da
Babilônia, terra dos Bernardes, onde se encontra a Posada Babilônia do Sr
Reinaldo e Dona Eliomar casal famoso pelas várias matérias exibidas no Globo
Reporter/Rural da TV Globo, tão famosa que é difícil conseguir vaga para
hospedagem, se pretende ir pra lá é bom reservar com vários meses de
antecedência.
Seguimos a estrada e passamos por dentro do
Rio Grande que está bem tranquilo pra passar e começamos a subida de pedra,
longo trecho com degraus. A viatura vai sambando, Ghetti por estar sem ar
condicionado vai liderando comboio seguindo orientações do Possato. Teo e
Ghetti apesar de já terem ido à Canastra não conheciam esta trilha, Nós,
Possato e Prego já havíamos feito várias vezes. Uma trilha pesada na visão de
alguns. Ghetti vai liderando e num determinado ponto bem íngreme onde a passagem
já esta sendo feita no lado esquerdo e há muita areia solta e escorregadia ele
para e pede pra olharmos juntos, pois aparentemente há muito risco para
transpor. Nós todos descemos, conversamos e avaliamos. Neste tempo um grupo de
MotoCross sobe acelerando, um rapaz cai, outro sobe ofegante e vão embora aos
trancos e pedras rsrsrs. Pelo risco Ghetti acha melhor voltar, Possato diz que
da pra seguir, eu voto por voltar, pois se há risco melhor não arriscar e todos
concordaram alguns contrariados, mas viramos e voltamos. Grupo maravilhoso, sem
brincadeiras ofensivas e sem precisar provar “masculinidade”rsrsrsrs
A descida de volta já foi uma brincadeira boa,
passamos novamente o rio e seguimos para a Cachoeira do Quilombo.
Na chegada ao estacionar as viaturas avistei
um enorme tucano, pousou numa árvore e ficou escondido entre as folhas, que
peninha, não teve nenhuma foto boa. Há cobrança de R$ 15,00 por pessoa, mas
conseguimos que ficasse por R$ 10,00, dizem ser taxa de preservação, acho que
alguém ta embolsando o dindin e não gastando na preservação rsrs
Cachoeira delicinha com várias quedas e a mais
bonita tem se que subir por trilha à margem do rio por cima de pedras até
chegar ao poço onde a galera se refrescou nadando e brincando. Ficamos um bom tempo
e voltamos pra seguir para a Serra Branca.
Mais poeira e passamos na Pousada Babilônia
pra ver se tinha almoço, nada, nos orientaram a ir para a Vanda, mas que
naquele horário quase 14 horas teríamos fila de espera, no caminho encontramos
outra pousada que nos serviu almoço simples, mas bem saboroso e com recepção
impecável dos doguinhos. Um vira-lata muito charmoso ficava subindo e pedindo
carinho/comida a todos, muito sem noção e a Kikinha novamente se encantou pelo
doguinho.
Bucho cheio começamos a subida da Serra
Branca, aff esse lugar é punk rsrsrs, trilha estreita, pedras soltas, lombas e
abismo na lateral, perfeito pra off roader!!!!!
A serra é curta e num instante avistamos todo
o vale, lindo cercado pelas grandes montanhas. A estrada vai por cima da
montanha e seguimos para a cachoeira do Taboão, caminho tranquilo e lá estão as
flores brancas formando o belo tapete, das outras vezes que estive lá, não
estava florido. Não somente estas flores, pois o cerrado apesar de ser
retorcido e espinhento abriga uma infinidade de flores e cores, precisamos
parar e observar, pois são pequeninas e tímidas, mas de beleza ímpar!
Durante uma parada para apreciar a paisagem e
fazer fotos um grupo com UTVs desce acelerando pela trilha e num instante
depois um deles tomba numa curva, todos param pra socorrer e antes de sairmos
vamos até eles saber se estão bem, nos tranquilizam dizendo que esta tudo
certo, despedimo-nos e seguimos.
Chegando à Cachoeira do Taboão que é pequena,
mas delicinha ficamos papeando e observando o espaço que é perfeito para
camping, passar uma noite neste local deve ser magnífico, no alto da montanha
pertinho do céu observando estrelas, ahhhhh o Teo já esta querendo fazer
expedition pra La! Rsrsrs
Juntamos comboio e voltamos pra apreciar o
por-do-sol pertinho da descida da serra, a Tuca trilheira de primeira viagem na
Canastra estava preocupada em descer a serra à noite. Chegamos 20 minutos antes
do sol se por que seria exatamente às 18:01hs, muita brincadeira, fotos,
zoação. Cliques maravilhosos!!!!!!
O sol se pôs e nos pusemos a rodar, a serra na
penumbra foi mais tranquila de descer apesar de eu nem querer olhar rsrsrs
conheço várias histórias de escorregadas por ali rsrsrs.
No caminho dei uma parada na Pousada
Babilônia, precisava comprar uma pinguinha “da boa” pra matar a saudade, queria
já comprar queijos, mas resolvemos pegar com Dona Gasparina afinal estávamos
hospedados com ela e esta é uma forma de ajudar os locais.
Chegamos à pousada por volta das 19:00 horas,
banho pra tirar a poeira e fomos nos refrescar com cervas e beliscos que Dona
Gasparina gentilmente nos serviu. Pedi ao Tita para conversar com ela sobre
encomenda de queijos e doces afinal todos do grupo queriam comprar. Ela diz só
ter produção pra pousada (devia ter comprado no Sr Reinaldo viu), mas ia ver se
conseguia ao menos um para cada e que daria endereço para comprarmos mais no
dia seguinte.
Jantar delicinha, Ghetti animou a festa kkkkk
que palhaço é o pai da Sassa, rimos muito com as histórias e causos desse
mineiro figuraça!!! Sr Ênio também contou muito causo e não sei se foi a pinga
a cerveja ou as histórias que eram boas mesmo, mas ri muito com eles rsrsrsrs.
Fomos dormir por volta das 22:00 horas, cansados e felizes pelo maravilhoso dia
e pela excelente companhia.
Não marcamos hora pra sair, mas as 08:00 horas
todos estavam no café, novamente muito bem preparado. Alemão e Tuca avisaram
que partiriam as 09:00 horas pois estavam preocupados com o filhotinho de 14
aninhos que ficou em casa (pra beijar muuuuuito rsrsr).
Acertaram as contas e compraram queijos,
fiquei feliz por ter queijo, afinal Dona Gasparina havia conseguido para nos
servir.
Ao acertarmos as contas soube que não tinha
queijos para nós, todos haviam sido vendidos, azedei, achei que ela não foi
correta comigo, havia reservado pra deixar pelo menos um para cada um do grupo
e ela vendeu tudo sem nos avisar/consultar. Saí e não agradeci nem me despedi,
ia falar com ela, mas Tita disse que não, melhor deixar pra lá. Quando tentamos
ser correto ganhamos isso, podia ter comprado com Sr Reinaldo, mas não quis
prejudica-la, fiquei muito brava e ainda fico quando penso no assunto. MELHOR
ESQUECER.
Comboio saiu as 10:00 horas e seguimos para a
cachoeira Maria Augusta, “Seu Ênio” disse ser pertim pertim, mais poeira e
seguimos pela rilha off Road registrada por Possato, num ponto pra zoar o
Ghetti o Teo diz ter que subir numa trilhazinha bem íngreme pelo pasto, e ao
perguntar a um morador ele indica justamente a trilhazinha pelo pasto kkkkkk,
passa a porteira e há uma estrada a direita e a trilha a frente, Possato diz
ser a trilha a frente, então tá, subimos e depois começamos a descer o morro e
quase chegando ao final uma erosão no meio do caminho que iria amassar as vituras,
mas havia um aborto lateral onde todos passariam sem problemas, mas bem à
frente uma arvore caiu e sua altura não permitia que passássemos por baixo,
infelizmente teríamos que voltar e contornar a montanha pela estradinha a
direita lá atrás, que puxa viu!!!!!
Assim fizemos a longa volta e chegamos a esse
ponto abortado que fica bem próximo ao restaurante e cachoeira Maria Augusta
(R$ 10,00 por pessoa para visitação). Reservamos o almoço e seguimos pela
trilha onde novamente passamos o rio e chegamos à bela cachoeira que já estava
cheia de gente nos deixando um cantinho com pouca sombra onde o sol estava de
rachar coco kkkk. Banho, brincadeiras, cliques e zarpamos. Paramos para o
almoço onde o tempero mineiro é maravilhoso.
Saimos por volta das 14:00 horas, seguimos
pelo poeirão até chegar em S.J.Batista
do Glória, Tita lembrou de um atalho para passarmos por fora da cidade que
adiantou um tempão e pegamos a estrada.
Viagem tranquila, viemos juntos até o acesso
da Anhanguera onde Teo pegou um acesso errado e nós seguimos a pedido dele.
Fugindo de congestionamento caímos na Bandeirantes e quase chegando no Frango
Assado para as despedidas Teo nos chama avisando que já estava lá nos
esperando, mesmo perdido esse cara é o cara rsrsrs
Vale uma nota:
- O Lipe Possato em toda parada elegia alguém
para brincar com ele de pegar terra ou pedras, Possato disse que esse menino
vai ser caçambeiro rsrsrsrs
- O Yel com sorriso constante vivia chamando o
“ao-ao”rsrs, BB lindo de humor incrível
- O Ghetti pedindo batom pro Tita, hilário
rsrsrs
- A Tuca deseperada pra ir embora e o povo
querendo ver por do sol rsrsrsrs ainda bem que não foi nascer do sol Tuquinha
rsrsrs
- Prego fechando o caminho do Ghetti que
queria passar, pois estava sem ar condicionado no carro, o Ghetti tentando e
Prego jogando ele pra fora da estrada kkkkkkk alegou não te-lo visto rsrsrs
- Kikinha e o chamego com os doguinhos.
FOTOS
Marcia
Colevati
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