Portunha
10º dia – Santiago de Compostela – Finisterre – La
Coruña (18/05/16)
Saímos de Santiago as 9;30 horas (nosso café foi básico em
quase toda a viagem, café com leite, tostada, manteiga e geleia).
Seguimos para Finisterre.
Finisterre representa não somente o fim de
uma jornada, mas também o início de uma outra: A volta, o reinício, o recomeço,
estando o Peregrino agora mudado. Os rituais não poderiam ser mais
significativos: Depois de ir até o fim da terra (onde há um farol), você desce
até o mar onde devolve sua Concha até o Oceano, queima suas roupas de
Peregrino/a, mergulha totalmente nu/nua (numa água gelada) e vê o Sol se pôr
(ou morrer) no Mar. E então, retorna ao mundo, renascido.
Céu azul, oceano Atlântico com suas águas
cristalinas, vento forte, muitos peregrinos, muita história.
Realmente paira no ar algo diferente, o
semblante das pessoas com ar cansado, mas um sorriso de vitória. Quem sabe um
dia ficamos malucos e façamos todo este trajeto a pé.
Paramos para almoçar num restaurante beira
mar, a espanhola mal humorada veio pegar o pedido. Tita perguntou qual sugestão
do dia ela mal nos olhava e queria logo o pedido. Pedimos mais um tempo para
escolher, quando voltou Tita pediu orientação, ela o levou ate a entrada e
disse para escolher o menu do dia. Como não queríamos o menu todo ela saiu e mandou
outra pessoa nos atender. Uma má vontade que eu quase levantei e sai, mas Tita
já estava pedindo a paella dele, Dani pediu uma massa e eu camarões. O prato
veio bonito, mas eu já tinha azedado e posso afirmar que foi o pior almoço da
viagem, ainda mais que esse povo europeu fuma demais, na mesa ao lado uma
mulher parecia uma chaminé, um copo de café e fumou uns vinte cigarros enquanto estivemos
almoçando.
Saímos do almoço demos uma volta pelo caís e
seguimos para Corunha.
Chegamos a Corunha as 18;30hs, Hostal Mara.
Demos umas voltas para conhecer a cidade e a Dani nos queria fazer andar a orla
toda no passeio marítimo, aff, trocentos kms, essa menina é maluca, eu já
estava jogando as chuteiras de tanto que estava andando rsrsrs, já começava me
arrastar rsrsrs. Convenci os dois a voltar e pararmos para comer rsrsrs.
A cidade é linda, muitos cães passeando com
seus tutores, um povo maluco que não põe roupinha em seus pets que ficam
tremendo no vento frio, mas muita gente caminhando com seus doguinhos, adorei
isso. No jantar aproveitei e pedi uma tortilha, que delicia aprovadíssimo. Em
todas as refeições pedimos vinho regional, alguns fortes outros mais fracos,
mas numa viagem dessa vinho sempre é a melhor pedida.
Nenhum comentário:
Postar um comentário