Acordamos
cedo, café às 6:30 h e saímos às 7:00 h.
Café da
manhã melhor que do hotel Anaconda, café, leite, aveia, sucrilhos, tapioca, pão
de forma torrado, ovos mexidos, queijo e mortadela ralados e melão.
Ah temos
um belo banheiro, somente para o número 2, uma barraca com um banquinho e um
assento de privada adaptado, coloca-se um saco plástico no banco, usa, coloca
cal, tira, amarra bem fechado e deixa do lado de fora da barraca. Tem se um
carregador de merda para a trilha inteira rsrsrsrs
Começamos
a caminhar às 07:00 h. O dia seria puxado, 12 km pela frente em trecho de
subida constante sem sombras.
Poucos
metros após iniciarmos nossa caminhada chegamos ao primeiro obstáculo,
atravessar o Rio Tek, onde havíamos tomado banho no dia anterior. Eu e Tita
passamos e na vez da Dani, tchibum, escorregou e caiu apoiando o peso no braço,
que medo!!!! Mas apenas torceu e ficou dolorido, resolvemos seguir. Em seguida
à Dani, o guia Gustavo também deu tchibum molhando-se todo rsrs.
Nessa
região há uma linda igreja no alto de um morro (durante toda viagem virou ponto
de referência) e logo em seguida o rio Kukenam, rio largo todo em pedras, raso
quando não há chuva rsrsrsrs. Precisamos tirar as botas para atravessa-lo, os
guias levaram nossas mochilas e nos amparam, pois as pedras eram muito escorregadias.Todos
atravessaram e tivemos um tempo livre para um mergulho refrescante no rio.
O trecho
seguinte foi muito cansativo, esgotante. Não há sombras, e estamos sempre
subindo. Para nossa sorte o tempo ficou meio nublado boa parte da caminhada. A
vegetação é capim seco, começam a aparecer algumas flores coloridas e pequenas
orquídeas, dessas que temos nas areias do litoral de Sampa.
O Monte
Roraima é nossa inspiração, a cada passo o gigante se aproxima. Ao seu lado, há
o Tepui Kukenam sempre com uma nuvem escura sobre si. Os nativos contam que
Roraima é o tepui bom e o Kukenam o mal.
(Kukenán
é uma montanha sagrada, nela vivem os espíritos dos guerreiros pemones que não
devem ser molestados. Há histórias sobre lutas seculares pela posse da
terra, travadas entre os índios macuxis e pemones. Quando um guerreiro pemon
era derrotado, jogava-se do alto do tepui Mutawi-Kukenan. Na língua indígena,
“matawi significa “quero morrer”ou lugar de suicídio. Os espíritos desses
guerreiros são chamados pelos pemones de canaimas – entidades temidas até hoje.
Qdo alguma morte inexplicável acontece, os índios atribuem aos desígnios do
canaima. O misticismo está entranhado nos pemones).
Durante a
caminhada fazemos várias paradas para descansar, tomar água e respirar rsrsrs.
Numa das paradas encontrei o Carlos sentado numa pedra, desconsolado rsrsrsrs.
Eu estava exausta, mas ao ver o Carlos me animei, afinal não estava sozinha
nesta canoa furada rsrsrsr. Camila também teve dificuldades neste dia, os
puri-puris a atacaram e seus braços e pernas estavam roxos e inchados de tantas
picadas. Até seu lábio foi atacado, brincamos que estava parecendo a Angelina
Jolie rsrsrsrs.
Estava
ficando com medo, pois o terceiro dia de caminhada seria a subida do Monte, mas
ouvi a Fátima comentando que o segundo dia era o pior e já estávamos quase acabando.
Isso me deu ânimo para continuar.
Dani
ainda com dor no braço ia ao seu tempo sem forçar muito. Helio ainda com o pé
roxo e dolorido, hora ia à frente acelerado, hora nos acompanhava na
turma do fundão rsrsrs. Arno acabara de fazer uma cirurgia para retirar pedras
do rim, estava com uma sonda interna e tomando buscopam para evitar/acalmar as
cólicas, mas já estava a tempo treinando longas caminhadas carregando peso, nos
deixou no chinelo em resistência e velocidade rsrsrsos, acompanharam Arno no
pelotão de frente, Bob, André, Zé, Diego, Cris e Isa, todos muito bons
caminhantes. Eu, Tita e Dani estávamos sempre na lanterna, no nosso tempo, mas
sempre em frente rsrsrs.
Chegamos
ao acampamento base quase 14:00 h, moídos, exaustos. Fomos direto para o banho
num riozinho e foi quase impossível. A água que descia da montanha era
congelante, pareciam agulhas fincando em nossas pernas, lavamos somente as
partes necessárias kkkkkk
Mal
terminamos o almoço e começou uma baita chuva, corremos para as barracas e
esperamos a chuva passar.
Ao
observar o local e o tempo fechando, Tita escolheu um lugar alto e pediu para
montar nossas barracas neste espaço (que era reservado à guia Fátima que
gentilmente nos cedeu rsrsrs). Durante a chuva, as barracas que foram montadas
nos lugares baixos inundaram molhando algumas coisas, ai começou a zoação de
que morávamos em Alphaville por termos escolhido o melhor lugar rsrsrsrs.
Estávamos
acampados aos pés do Monte Roraima. A chuva foi tão intensa que ao olharmos
para cima, várias cachoeiras escorriam em seus imponentes paredões. Uma visão
maravilhosa.
Durante a
chuva tiramos uma soneca e logo após nos foi servido um belo café quentinho e
chá com biscoitos. Tensing aproveitou para nos dar infos sobre o local e
caminhada do dia seguinte, dicas e orientações preciosas.
A noite
caiu rapidinho e uma maravilhosa sopa com torradas nos foi servida.
12/10 dia
das crianças e quando olho um pequeno de +- 12 anos está no nosso grupo, ( Em Paraitepui
sobrou uma carga e Fátima solicitou mais um carregador, o pai do menino diz que
ele levaria, Fátima disse que não, ele era uma criança, o menino diz que quer
ir e que precisa. Fazer o quê? Dar menos carga a ele. No local é normal
crianças a partir dos 12 anos começarem a subir o monte).
A noite
foi pequena pra tanto cansaço rsrsrs, nem dormi e o dia amanheceu rsrsrs
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| MONTE RORAIMA 4 - 12-10-15 |

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